domingo, 24 de março de 2013

Telefônica compra direitos de transmissão das Olimpíadas do Rio para América Latina



A gigante das telecomunicações América Móvil, do mexicano Carlos Slim, anunciou nesta quinta-feira (21) a compra dos direitos exclusivos de transmissão dos Jogos Olímpicos do Rio-2016 para os países da América Latina, exceto o Brasil.

O site da América Móvil revela que o Comitê Olímpico Internacional (COI) lhe concedeu "com exclusividade os direitos de transmissão dos XXII Jogos Olímpicos de Inverno, na cidade russa de Sochi, em 2014, e dos XXXI Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016".

O texto, que não revela o valor total da operação, destaca que a Telefónica "adquiriu os direitos de transmissão em todas as plataformas de mídia para a América Latina, exceto para o Brasil".

Um porta-voz de Slim explicou à AFP que o acordo foi obtido nesta quinta-feira e que o grupo se antecipou ao anúncio do COI para poder informar a transação antes do fechamento do mercado de valores mexicano.

O porta-voz adiantou que a América Móvil não revelará o valor total do negócio e destacou que é a primeira vez que se consegue exclusividade para este tipo de disputa olímpica.

"Estamos muito contentes de poder atingir este importante acordo para garantir aos expectadores de todo o continente que terão a melhor experiência de transmissão dos Jogos Olímpicos", disse o presidente do COI, Jacques Rogge, segundo o site da América Móvil.

O grupo de Slim opera com telefonia fixa e móvel, internet e televisão a cabo em 17 países da América Latina.
Fonte: AFP

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Comitê organizador das Olimpíadas Rio 2016 espera gerar 4 mil empregos até 2016



por Luiz Gustavo Pacete

O Comitê Organizador das Olimpíadas Rio 2016 estimam um crescimento de 60% no número de contratações em 2013. Em 2012, a entidade fechou o ano com 371 funcionários, crescimento de 61% comparado ao ano anterior.
Atualmente, 57 oportunidades de emprego estão abertas. Depois do Rio de Janeiro que lidera 43.860 candidatos, o estado que mais envia currículos é São Paulo, já somam 12.886 candidatos, seguidos de Minas Gerais com 4.281, Paraná com 1.271, Bahia com 847, Rio Grande do Sul com 821 e o Distrito Federal com 779.
A previsão para 2016, durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, é de cerca de quatro mil empregos diretos.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Fifa e COL apresentam cartaz oficial da Copa 2014



Pôster traz diversos símbolos culturais dos estados, além do mapa do país, formado por duas pernas



A Fifa e COL apresentaram nesta quarta-feira (30) o cartaz oficial da Copa do Mundo 2014. Os campeões mundiais Amarildo, Carlos Alberto Torres, Bebeto e Ronaldo, além da jogadora Marta, participaram da divulgação. 
O cartaz traz a imagem de dois jogadores disputando a bola. As pernas dos atletas formam o mapa do Brasil. Além disso, há diversos desenhos de símbolos culturais brasileiros, como o frevo, o calçadão de Copacabana, baianas e chimarrão. A imagem foi elaborada pela agência de criação brasileira Crama, escolhida entre três concorrentes.
O conceito usado na elaboração do pôster foi "Todo um país a serviço do futebol – Brasil e futebol, uma identidade compartilhada". "A criação retrata a beleza e a diversidade do Brasil por meio de um desenho colorido, vibrante e carregado de emoção", afirmou a Fifa por meio de uma nota.
O anúncio do cartaz é o último símbolo do Mundial a ser apresentado ao público. Todos os 12 pôsteres das cidades-sede já foram conhecidos, além do slogan ("Juntos num só ritmo"), o mascote oficial (Tatu-bola chamado Fuleco), o logo da Copa 2014, o nome da bola (Brazuca no Mundial e Cafusa na Copa das Confederações).  

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Foi oficializada isenção de impostos a empresas nas Olimpíadas


A presidente Dilma Rousseff
Dilma: a presidente fez três vetos ao texto

A lei prevê que as empresas contratadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) terão isenção de impostos em importações até R$ 5 mil

Thais Leitão, da 
Brasília - A presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei 12.780, que concede isenção de tributos federais a empresas envolvidas na organização e realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, no Brasil.
Com três vetos ao texto aprovado pelo Congresso Nacional, no fim do ano passado, a lei foi publicada na edição de hoje (10) do Diário Oficial da União.
A presidente manteve o texto que prevê que as empresas contratadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) terão isenção de impostos em importações até R$ 5 mil, nas contratações no mercado interno e ainda o ressarcimento dos impostos pagos referentes a obras e serviços prestados para as Olimpíadas.
Entre os pontos vetados está o parágrafo 5º do Artigo 4º, que previa a regulamentação, pela Receita Federal, da isenção quando os contratos de importação ultrapassassem o valor de R$ 5 mil. Segundo estimativas do governo, a medida teria impacto em renúncias fiscais de aproximadamente R$ 3,8 bilhões.
Em mensagem ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Dilma explica que decidiu vetar, parcialmente, esse artigo porque previa isenção fiscal com regras que fogem à “sistemática de importação de bens e equipamentos duráveis” no país.
Os incentivos fiscais, previstos na lei, se aplicam ao Comitê Olímpico Internacional, ao Comitê Organizador das Olimpíadas Rio 2016, às empresas vinculadas e a demais entidades relacionadas aos Jogos.
Via Revista Exame - http://exame.abril.com.br

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Posters World Cup 2014 - Host Cities

http://www.copa2014.gov.br


As 12 sedes da Copa do Mundo da FIFA 2014 se uniram hoje para acrescentar um ingrediente a mais à preparação para o torneio de futebol. No decorrer do dia, cada cidade/estado organizou o próprio evento de lançamento dos cartazes das sedes.


Belo Horizonte
A Igreja de São Francisco de Assis, que integra o conjunto da Pampulha, aparece em destaque no desenho da capital mineira. No pôster, as imagens que decoram o exterior da Igreja ganham vida e se unem em sobreposições formando os pentágonos da bola. Belo Horizonte receberá três partidas da Copa das Confederações, incluindo uma das semifinais, e seis jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014.


Brasília
A imagem faz uma estilização da Catedral, uma das obras que simbolizam a cidade e um ícone arquitetônico mundial. As cores do jogador chutando a bola reforçam as múltiplas etnias que compõem a sociedade brasileira e remontam à presença dos cinco continentes na Copa. O amarelo no lado direito da imagem simboliza o sol nascente sempre a leste. Brasília receberá, no Estádio Nacional Mané Garrincha, a partida de abertura da Copa das Confederações e sete jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014.


Cuiabá
No pôster da capital de Mato Grosso, o tuiuiú, ave símbolo do Pantanal, é um dos destaques. O futebol é representado pela bola nos pés do jogador. A vibração das pessoas com o evento, em especial da torcida pantaneira, é traduzida no movimento da bola e as formas que a cercam. O mapa do estado no centro da bola mostra que Cuiabá está preparada para receber o maior evento de sua história. A cidade receberá quatro partidas da Copa do Mundo da FIFA 2014.


Curitiba
A Araucária, símbolo de Curitiba e do Paraná, é onipresente na imagem de Curitiba. Ao todo, 34.949 pessoas participaram da escolha do pôster oficial, por meio de votação pelo site da Prefeitura. No plano das conotações, o pinheiro adulto se ergue para o infinito, feito taça de luz. É como se Curitiba fizesse um brinde ao futebol. A cidade receberá quatro jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014.


Fortaleza
Uma bola que sai como se fosse lançada a partir do Castelão é a imagem da capital cearense para a Copa do Mundo de 2014. A bola carrega os principais símbolos da cidade. As texturas utilizadas e os traços do desenho remetem a uma cidade moderna que não esquece suas tradições. Fortaleza receberá três partidas da Copa das Confederações de 2013, incluindo uma das semifinais, e seis jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014.


Manaus
Duas araras vermelhas pousadas sobre uma trave de futebol resumem a relação que o pôster de Manaus para a Copa buscou: mostrar que, no coração da maior floresta tropical do mundo, somos todos torcedores por natureza. A capital amazonense receberá quatro jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014.


Natal
O verde das matas. O amarelo das areias escaldantes. O azul do mar. Localizada na esquina da América do Sul, Natal se mostra no pôster de braços abertos para o evento. No corpo do torcedor de braços abertos é possível ver o Morro do Careca, na Praia de Ponta Negra, uma das marcas da capital potiguar. Natal receberá quatro partidas da Copa do Mundo da FIFA 2014.


Porto Alegre
Um atleta chutando a bola e a imagem da Usina do Gasômetro representam, no pôster de Porto Alegre, a grandeza do evento e o legado deixado por ele, como a riqueza cultural, desenvolvimento tecnológico, estrutural e riqueza econômica, representados também pelas faixas coloridas. As pessoas que aparecem no cartaz vibrando representam a paixão do porto-alegrense pelo futebol. A capital gaúcha receberá cinco partidas da Copa do Mundo da FIFA 2014.


Recife
O pôster de Recife é repleto de movimento e cores e remete ao frevo, manifestação cultural típica do estado. Com uma sombrinha na mão, o passista realiza movimentos ágeis e leves, como as acrobacias dos jogadores, que fazem com a bola o mundo "ferver". Recife receberá três jogos da Copa das Confederações e cinco partidas da Copa do Mundo da FIFA 2014.


Rio de Janeiro
O pôster do Rio de Janeiro, criado a partir de concurso nacional, representa a essência do carioca, “que se move no ritmo do mar e com a energia da natureza que o cerca e do calor do sol". A imagem foi criada pelos designers Julia Gostkorzewicz e Eduardo Leichner. A silhueta e a bola em um gesto descontraído formam um coração que está no centro de várias camadas expressando o amor do carioca pelo futebol. Cada camada representa um aspecto do Rio: a praia, a montanha, o Pão de Açúcar, o mar e o céu. O Rio receberá três partidas da Copa das Confederações e sete do Mundial de 2014, incluindo as duas finais.


Salvador
O Elevador Lacerda transformado em trave de futebol e uma bola estufando a rede que o envolve aparecem em destaque no pôster de Salvador. Do alto das torres do primeiro elevador público do mundo é possível avistar outros diversos pontos turísticos da cidade, oferecendo, como pano de fundo, a vista espetacular da Baía de Todos-os-Santos. Esse imponente cartão postal é também um atalho que liga a cidade baixa, litorânea e histórica, à moderna e crescente cidade alta. Salvador receberá três partidas da Copa das Confederações e seis da Copa do Mundo da FIFA 2014.


São Paulo
O caráter cosmopolita e múltiplo de São Paulo é destacado no pôster da capital paulista. A imagem reflete uma metrópole onde milhares de pessoas vivem, se emocionam, comemoram e respiram futebol. O futebol está no sangue da cidade, nas ruas, no mar de edifícios, no ar. A cidade receberá seis jogos do Mundial de 2014, incluindo a partida de abertura, com o Brasil em campo.

posters world cup in Brazil 2014
ملصقات كأس العالم في البرازيل 2014
海報2014年巴西世界杯
Плакаты чемпионата мира в Бразилии 2014
postera Kupës së Botës në Brazil 2014
Плакаты чэмпіянату свету ў Бразіліі 2014
पोस्टर ब्राजील 2014 में विश्व कप
áp phích World Cup tại Brazil 2014

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Entrevista com arquiteto Lluis Millet, pai das Olimpíadas de Barcelona 92



Revista ÉPOCA Rio de Janeiro

“SÓ DE PENSAR NO QUE FALTA, ME DÁ UM NÓ NO ESTÔMAGO”
O ARQUITETO CATALÃO LLUIS MILLET, DIRETOR DE INFRAESTRUTURA DOS JOGOS OLÍM PICOS DE BARCELONA EM 1992, ACOMPANHA COM ANSIEDADE OS PREPARATIVOS DO RIO PARA 2016. PARA ELE,A CIDADE TEMA CHANCE DE SE TRANSFORMAR. “MAS PRECISA FAZER BEM FEITO”

Por PRISCILA GUILAYN de Madri

O pai dos Jogos de Barcelona em 1992 é tio da Rio 2016. Um tio orgulhoso, mas preocupado. O arqui teto e urbanista de 68 anos foi o principal artífice do projeto que soube, há 20 anos, reunir as virtudes olímpicas em prol da transformação de uma cidade. Ele também conhece bem o mapa dos Jogos cariocas. Foi jurado do concurso que selecionou o projeto do Parque Olímpico da Barra. Com a bagagem que acumula por ter trabalhado nas candidaturas de Sevilha 2008, Madri 2012 e na atual tentativa catalã de fazer de Barcelona sede dos Jogos de Inverno de 2022, Millet detalhou, em entrevista a Época RIO DE JANEIRO, suas expectativas para 2016. Segundo ele, o Rio tem força e talento para fazer “os Jogos mais humanos da história”. Mas possíveis falhas de planejamento e o excesso de ambição de alguns projetos podem atrapalhar o que, para ele, é a medida do sucesso de uma Olimpíada: o legado que ela deixa para a cidade e seus cidadãos.

ÉPOCA RJ - Qual será a importância, para o Rio, de sediar os jogos de 2016?

MilIet — Só se tem a dimensão da importância de ser cidade olímpica quando o evento termina: uma força impressionante e uma tremenda responsabilidade. A transformação é muito mais rápida do que seria normalmente. Mas, claro, isso pode ser bem ou malfeito. Em Atenas, por exemplo, algo falhou. Há instalações pouco utilizadas e degradadas. Montreal, por outro lado, gastou mais do que podia. O Rio não pode falhar. Ele é muito mais potente do que Barcelona e suas possibilidades de transformação são enormes.

ÉPOCA RJ - E qual será o maior desafio?

Millet - Quando o foco dos meios de comunicação sair de Londres, toda a atenção mundial se centralizará no Rio. Essa pressão é muito difícil de aguentar. A única forma de suportá-la é avançar: fazer as coisas muito bem feitas e rapidamente. Mas o tempo é um recurso escasso e o Rio tem projetos ambiciosos.

ÉPOCA RJ - Será uma corrida contra o relógio?

Millet - Só de pensar no que falta, me dá um nó no estômago. Em Barcelona, começamos os projetos, pensando em ser cidade olímpica, em 1981. Em 1984 tínhamos iniciado quase todas as obras. Só em 1986 nossa candidatura foi vitoriosa. E mesmo estando tudo, urbanisticamente, muito bem planificado, tivemos de correr.

ÉPOCA RJ - O ex-presidente Lula disse, em um discurso, que “O Rio está pronto”...

Millet — Em caso de emergência, o Rio tem capacidade para abrigar hoje mesmo a Olimpíada. O Rio é extremamente capaz. Dois pontos problemáticos seriam, no entanto, o aeroporto internacional e a capacidade hoteleira. Esses me preocupam.

ÉPOCA RJ - Barcelona também tinha problemas de falta de hotéis, não?

Millet - Tínhamos, sim, mas buscamos uma boa alternativa. Em vez de construir hotéis, alugamos seis grandes cruzeiros de luxo, que ficaram ancorados durante 15 dias no porto, servindo de hotel. Cada um tinha capacidade para 4 mil pessoas. Para isso, a transformação do porto foi obrigatória: era fundamental que ele estivesse equipado com todas as instalações necessárias para dar assistência e abastecimento aos navios. Graças a isso, Barcelona é, hoje, o primeiro porto de cruzeiro da Europa e o quarto do mundo.

ÉPOCA RJ - Fala-se muito que a autoestima dos cariocas aumentará...

Millet — A transformação do espírito das pessoas é algo importantíssimo. Até hoje, os barcelonenses ainda se sentem orgulhosos dos Jogos. Passaram a ser mais pontuais, a querer aprender idiomas, a conviver melhor, a sentir-se parte de um mundo mais globalizado. Ser parte de uma cidade que soube se transformar abre portas: é um cartão de visitas inigualável.

ÉPOCA RJ - Há risco de que uma oportunidade como essa se limite a um espetáculo de marketing?

Millet — Sim. Sem dúvida. Barcelona soube ser enorme- mente prudente. Construímos os menores estádios da história. Era o que nós necessitaríamos depois de acabado o evento e era o que podíamos pagar. Não se pode conceber elefantes brancos. É preciso fazer o que a cidade precisa que seja feito, e não o que alguns dirigentes, esportivos ou não, desejam. Saber encontrar a medida certa do esforço que deve ser feito é fundamental para que o legado olímpico seja absorvido pela cidade depois que o evento acabar.

ÉPOCA RJ - O Rio está tendo visão de futuro?

Millet — A operação mais atrevida é a de Jacarepaguá. Há uma concentração de instalações esportivas que provavelmente serão difíceis de digerir no futuro, pois na região da Barra da Tijuca residem, se não estou errado, 250 mil pessoas, e no restante do Rio, 6 milhões. Há um desequilíbrio. E, além disso, há também uma parte da cidade que é nova, ou seja, tem de urbanizar, levar água, esgoto eletricidade E um enorme desafio Em Barcelona nunca quisemos colonizar novos territórios. Queríamos reestruturar o que já estava feito Não tínhamos ambição expansiva. Queríamos requalificação urbana.

ÉPOCA RJ - Como Barcelona digeriu os Jogos?

Millet — As instalações olímpicas não demoraram nem 24 horas para ganhar novo uso. As sociedades público-privadas, criadas para o gerenciamento dessas instalações, já estavam trabalhando, desde antes dos Jogos, no futuro aproveitamento que dariam para elas. Esse foi o grande sucesso de Barcelona 92. A Vila Olímpica foi vendida muito antes dos Jogos e, no ano seguinte,já estava completamente habitada. O mesmo aconteceu com as vilas da imprensa e dos árbitros e juízes. As vagas molhadas do Porto Olímpico foram alugadas em menos de um mês. As piscinas olímpicas recebem até hoje 2 mil usuários por dia: são instalações municipais, administradas por entidades privadas, mas com taxas populares. O Palau Sant Jordi, em Montjuic, realiza entre 150 e 180 espetáculos, esportivos ou musicais, por ano. Tudo está sendo utilizado, embora algumas instalações tenham maior rendi mento do que outras.

ÉPOCA RJ - Que sugestões daria para que o Rio deixe um importante legado para os cariocas?

Millet — Pensar com muita clareza sobre a utilidade que cada uma das instalações terá a partir do dia seguinte do fim dos Jogos. Só assim se evita uma transição traumática. Do ponto de vista do esporte, o sucesso dos Jogos se traduzirá no fortalecimento dos clubes e das organizações esportivas cariocas. Urbanisticamente, as intervenções na Zona Portuária serão o ponto-chave.

ÉPOCA RJ - Existe algo de “milagroso” quando uma cidade se torna sede de Olimpíada?

Millet — Depende de que os dirigentes decidam aproveitar os Jogos em favor da cidade. O mérito de Barcelona foi re tomar o espírito mediterrâneo, o espírito grego, de realizar os jogos da cidadania. Misturar cidade e Olimpíada é um binômio fantástico. Mas é preciso fazer bem feito.
ÉPOCA RJ - Houve polêmica com desalojamentos, associados com a Copa 2014 e os Jogos de 2016, que, segundo a ONU, violavam os direitos humanos. Qual sua opinião?

Millet — O diálogo social é fundamental. Em Barcelona, jamais houve uma ação que pudesse parecer punitiva. A expropriação da Vila Olímpica, que significou a obtenção de mais de 40 hectares centrais da cidade, não foi feita por leis ou decretos e, sim, de acordos com cada um dos proprietários ou usuários do terreno. O projeto olímpico é um projeto de cidade e, portanto, é preciso desenhá-lo para as pessoas, e não de costas para elas. A queda de dois edifícios no Centro do Rio de Janeiro fez com que o Financial Times duvidasse da capacidade do Brasil para sediar eventos como a Copa e os Jogos Olímpicos. Dizia que o desenvolvimento econômico do país não foi suficiente para solucionar problemas básicos como o de infraestrutura. Isso não tem nada a ver. Poderia acontecer em qualquer parte do mundo. Barcelona tinha algo pior que era o terrorismo do ETA: no final da candidatura, sofremos atentados que nos custaram caro. Soubemos superar tudo. De qualquer forma, os cariocas já podem ir se preparando para aguentar a pressão da mídia internacional. Nós, em Barcelona, passamos por isso. É uma via-crucis tremenda.

ÉPOCA RJ - De que depende o sucesso do Rio?

Millet - Depende da vontade: cada cidade olímpica quer demonstrar algo. No final das contas, os atletas correm do mesmo jeito num lugar ou em outro; portanto, o que acaba marcando é o objetivo de cada cidade. Munique quis dar exemplo de altíssima tecnologia. Para Seul, a importância estava na abertura de Coreia do Sul ao mundo e na sua ambição de mostrar-se, por exemplo, como um grande fabricante de carros. Los Angeles foi o modelo de cidade rica: não precisava mudar,já tinha de tudo. Com muita austeridade, demonstraram ser excelentes administradoras. Cada cidade quer mostrar algo.

ÉPOCA RJ - E o que o Rio quer mostrar?

Millet — Isso é o próprio Rio que tem de responder. Na minha opinião, serão os Jogos mais humanos, mais calorosos da história. É o desafio de um país que emerge com uma força incrível. O Brasil tem uma sociedade potente, dinâmica, sem conflitos de raça, religião ou fronteiras. É um país feliz, rico, capaz e muito bem preparado profissionalmente. E o Rio merece aproveitar os Jogos para se transformar. E para que os cariocas deixem de ter medo de andar pelas ruas. A cidade deveria passar a ser tão aprazível quanto a sua maravilhosa paisagem.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Rede Hoteleira garantida para Copa e Olimpíadas, garante prefeito do Rio, Eduardo Paes




Alvo de receio do Comitê Olímpico Internacional (COI) e das próprias autoridades públicas do Rio de Janeiro, a rede hoteleira carioca não preocupa mais, segundo o prefeito Eduardo Paes. Na época da candidatura do Rio à cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, os quartos de hotéis da capital fluminense eram considerados insuficientes para o evento esportivo internacional e isso gerou preocupações.


A declaração de Paes foi feita nesta quarta-feira (18), durante início das obras do Hotel Grand Mercure, que será construído no Riocentro, para abrigar os profissionais que trabalharão no Centro Internacional de Transmissão da Copa do Mundo de 2014. O hotel quatro estrelas terá 306 apartamentos.



“Cada dia mais, esse é um desafio superado. [Com] o que tem em construção, já estamos dobrando a capacidade hoteleira que a gente cidade tem. Aqui do lado estão fazendo um Hilton. O Hyatt também começou nesta semana, na Praia da Barra. Então, a questão de acomodação não será mais um problema”, disse Paes.



Segundo a GL Events Brasil, empresa que administra o Riocentro, o Hotel Gran Mercure vai custar cerca de R$ 100 milhões. O secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke, não pôde participar da cerimônia de lançamento da obra porque precisou ser internado em um hospital do Rio de Janeiro, devido a uma infecção. Ele foi representado pelo diretor de Marketing da Fifa, Thierry Weil.
Fonte: Agência Brasil
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