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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Rio 2016 terá cerimônias 10 x mais baratas que Londres: 'Bom senso'








As cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas e Paralimpíadas no Rio de Janeiro contarão com um orçamento dez vezes mais barato do que a dos Jogos de Londres, em 2012 – cerca de R$ 127 milhões. Os diretores Fernando Meirelles, Andrucha Waddington, Daniela Thomas, a carnavalesca Rosa Magalhães e o supervisor criativo Abel Gomes falaram sobre o trabalho nesta terça-feira (22) e afirmaram que a crise econômica não será um impedimento para apresentar uma grande cerimônia.
"A ousadia e nossa arma", afirmou Andrucha Waddington.
A diretora Daniela Thomas afirmou que elementos da cultura popular serão amplamente utilizados, sem se tornar caricato. "Nós teremos os materiais mais básicos, que fazem parte da cultura brasileira. Vamos fazer uma expressão popular é bacana", afirmou a diretora.
Fernando Meirelles confirma que é difícil a missão de mostrar o Brasil para o mundo sem cair em clichês. Várias cabeças ajudaram a criar a concepção do espetáculo.
"Fizemos uma rodada de conversas com cabeças que achamos que entendiam o Brasil. Digerimos tudo e chegamos a uma síntese", afirma Meirelles, que afirmou que Eduardo Gianetti, Hermano Vianna e Gilberto Gil estão os deram suas opiniões.
O desafio é mostrar os brasileiros através de nós mesmos, todos os diretores concordam. E nem todos podem se ver reconhecidos nas expressões culturais que serão mostradas. No entanto, todos estão confiantes de que farão um grande espetáculo.
A alta do dólar não impactará na cerimônia, pois o orçamento foi elaborado e acordos para compras de material foram feitas antes da alta da moeda americana. O estádio do Maracanã também é um desafio. Além de ser menor do que o espaço dos jogos realizados na Inglaterra, a falta de entradas e um desafio.
"As cadeiras são muito baixas, e se colocar muita coisa ao redor do campo, oculta a visão de quem está nelas. Mas os limites logísticos são um desafio", afirmou Fernando Meirelles, que lembrou que a sua formação de arquiteto pode ajudar na cenografia do espetáculo.
Os organizadores também não descartam a possibilidade de vaias, já que a presidente Dilma Rousseff irá discursar, como parte da tradição da cerimônia. "As Olimpíadas vivem, a política passa", afirmou a diretora Daniela Thomas. "Nelson Rodrigues afirmou que, no Maracanã, até minuto de silêncio é vaiado. Tudo pode fazer parte do espetáculo", afirmou a carnavalesca Rosa Magalhães.
As cerimônias contarão com 12 mil voluntários. As inscrições poderão ser feitas online até o dia 30 de setembro. Os ensaios acontecem a partir de abril.
Os envolvidos não deram detalhes mais específicos sobre as cerimônias, por considerarem que o elemento surpresa é importante para o sucesso do evento. Mas os organizadores deixaram claro que não é preciso ser profissional, apesar dos voluntários passarem por audições antes de serem selecionados.
"Quando fui convidado eu tive um pânico e medo dessa experiência, mas também vontade de me jogar de cabeça. O orçamento é menor do que o das aberturas anteriores, mas muito possante e para dar orgulho do Brasil", afirmou Andrucha Waddinton, que trabalha na cerimônia de abertura.
Além de cantar e dançar, habilidades como as de skatistas e ciclistas poderão ser úteis a organização das cerimônias.
Reunião deu detalhes sobre orçamento das cerimônias das Olimpíadas de 2016 (Foto: Cristina Boeckel/ G1)Reunião deu detalhes sobre orçamento das cerimônias das Olimpíadas de 2016 (Foto: Cristina Boeckel/ G1)

domingo, 15 de setembro de 2013

Rio inspira-se em Londres para Olimpíadas de 2016


RIO DE JANEIRO – Professores e pesquisadores de universidades britânicas e brasileiras, especialmente do Rio de Janeiro, discutiram nesta segunda-feira (2) o legado educacional das Olimpíadas de Londres, em 2012, e o que vai ficar dos próximos jogos, em 2016, na capital fluminense. O seminário Legados Educacionais: Londres 2012 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016 teve ainda participação de profissionais que capacitaram voluntários para os jogos na capital britânica.
O Arquivo Nacional, na Praça da República, na região central da cidade, foi escolhido pela Autoridade Pública Olímpica (APO), para sede do vento por se tratar de um lugar que guarda a memória histórica do país. O principal tema discutido no encontro foi como manter a estrutura educacional após o término dos Jogos. O Consórcio Acadêmico 2016 (ConRio), que reúne as principais instituições federais do Rio, vai desenvolver um programa para apoiar o trabalho realizado nas Olimpíadas.
A diretora de operações e serviços da APO, Rejane Penna, disse que a aproximação com os profissionais que capacitaram voluntários para os Jogos de Londres começou durante o evento no ano passado. “Participamos da preparação, acompanhamos jogos e pós-jogos para fazer transferência de conhecimentos para a organização local. No Brasil, não estamos trabalhando só com universidades e cursos técnicos de educação, mas também com o Sistema S (Sesc, Sesi, Senai, Sebrae, Senac), que inclusive podem ser fonte de informação sobre tecnologia.”
Para o professor da Universidade Federal de Santa Catarina Júlio César Rocha, a cultura desportiva pode ser uma grande aliada no desenvolvimento do ser humano, principalmente se atrelada à educação. “Com projetos bem definidos, com políticas governamentais carreadas em diferentes espaços e contextos do Brasil, conseguiremos ampliar a capacitação para outras regiões do país", disse Rocha. Ele explicou que, como o Brasil é muito grande e tem contextos diversos, cada região pode ter seu modo de fazer as coisas, mas o mais importe é a política da formação do ser humano pela cultura desportiva, que é também uma das formas de ele se desenvolver.
Diretor de uma das empresas que promovem a parceria entre as universidades brasileiras e britânicas, transmitindo conhecimento, Julian Vennis ressaltou que o desempenho dos brasileiros nas Olimpíadas vai depender do esforço empregado na realização do evento”. Para Vennis, a população deve se sentir parte do evento, e não apenas espectadora.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Olimpíadas de Londres 2012: Quem faz os Jogos funcionarem?

Ciclistas na prova de Keirin. | Foto: Reuters

Nos bastidores da Olimpíada de Londres 2012 está uma equipe de pessoas que faz com que os Jogos aconteçam. São os "heróis desconhecidos" sem os quais os locais não funcionariam e os esportes seria prejudicados.

Matthew Millar, operador de câmera subaquática, arena de polo aquático

"Meu maior medo sempre foi mergulho em águas profundas", diz Matthew Millar, um britânico que vive em Melbourne, na Austrália, há 20 anos.
"Logo antes da morte de meu pai, ele me disse para 'mergulhar no mundo'. Eu passei os últimos anos vivendo e mergulhando no sudeste da Ásia e me tornei professor de mergulho lá."
"Meu pai, David, era um nadador muito bom e eu sempre fui péssimo na água. E acabou comigo estando aqui - é incrível e é como um sonho para mim", diz Millar, que atua opera uma câmera de vídeo dentro da piscina durante as partidas de polo aquático.
Matthew Millar. | Foto: BBC
Millar foi do medo de mergulhar ao trabalho na piscina do pólo aquático em Londres
No início do dia de trabalho, Matt coloca shorts e uma camisa de neoprene, óculos, pés de pato, uma jaqueta flutuante, um tanque de oxigênio e um regulador (utilizado para respirar), e mergulha da piscina de polo no Parque Olímpico.
Ele e sua equipe colocam 11 câmeras subaquáticas dentro das piscinas de mergulho e natação do Centro Aquático ao chegarem, cuidam delas durante o dia e as guardam à noite.
Polo aquático é um esporte de contato que costuma ser definido pelo acontece embaixo d'água, muitas vezes com brutalidade. Socos, chutes e insultos não são permitidos, mas parece que todo o resto está valendo.
Uma sessão de partidas pode estragar bastante as duas câmeras robóticas submersas e outras duas câmeras fixas nos gols, que capturam toda a ação.
Nesses momentos, Matt mergulha e as conserta.
Ele ajusta as câmeras enquanto a equipe, em um caminhão de transmissão, confere as imagens e confirma que elas estão na posição correta, movendo-as de um lado para outro com um controle. Movendo-as para baixo eles dizem que não e, para cima, que sim.
O polo aquático não é um esporte muito popular na Grã-Bretanha, mas a arena temporária tem estado cheia com fãs de vários países.
"Está tudo lotado, os fãs são um grande ponto positivo. Mas a melhor coisa para mim tem sido mergulhar no Centro Aquático. É um local tão bonito, me sinto sortudo de trabalhar nele."

David Lagerberg, varredor, vôlei de praia

David Lagerberg. | Foto: BBC
Varredores se certificam de que os juízes do vôlei de praia vejam as marcações da quadra
Para David Lagerberg, a Olimpíada é a busca da perfeição. Como executar a varredura perfeita na arena de Horseguard's Parade, onde acontecem as competições de vôlei de praia?
"É preciso ser muito delicado com a areia. Tenho que evitar 'desenterrar batatas' e somente 'barbear o rosto'. É a melhor maneira de descrever isso", diz.
Ele é um dos 18 varredores e gandulas que trabalham em Horseguard's Parade. Eles deixam a areia uniforme durante os intervalos e finais de partidas e se asseguram de que não fiquem montes de areia no meio das quadras.
Ele varre sob a rede enquanto outros limpam os locais onde ficam as marcações da quadra, para que os juízes vejam se as bolas estão caindo dentro ou fora do espaço do jogo.
O vôlei de praia tem uma atmosfera de carnaval. Há dançarinas, um apresentador de TV no microfone e música alta.
Aos 18 anos, Lagerberg é um velocista de 400 metros que já competiu nacionalmente e em campeonatos europeus.
Ele afirma que seu melhor momento foi "pisar na quadra pela primeira vez, na primeira varredura. Não foi perfeito, mas os aplausos que recebemos foram inspiradores.

Peter Deary, condutor de bicicleta motorizada, ciclismo de pista

O velódromo já é o cenário do sucesso britânico, de grandes comemorações e muito barulho feito pelos fãs de ciclismo.
Mas como alguém se sente ao sentar-se diante de uma das bicicletas motorizadas - com nomes como Fé, Esperança e Caridade - que conduzem os famosos ciclistas na prova da modalidade keirin?
É a bicicleta de Deary que dita o ritmo dos ciclistas nas primeiras voltas desta prova.
"Se eu começasse a ficar nervoso quando estivesse ali, teria problemas", diz, calmamente, o condutor.
Peter Deary. | Foto: BBC
A família de Deary se anima para vê-lo pedalar na pista olímpica
"Não me importa quem está atrás de mim. Se começar a pensar nisso, você começa a favorecer certas pessoas. É preciso garantir que você será justo com todos."
Deary, que também é juiz de ciclismo, conduz uma bicicleta movida a gasolina durante o evento.
Ele conduz os atletas no início a uma velocidade de 25 km/h e aumenta o ritmo até 45 km/h. Depois de cinco voltas e meia, ele deixa a pista e estaciona sua bicicleta ao lado do vidro que circunda a pista central do velódromo.
Dali, ele assiste aos ciclistas, que pedalam mais duas voltas e meia em velocidade.
Mas ele diz que um keirin no velódromo olímpico é "o mesmo keirin que acontece em qualquer lugar". Ele precisa se manter nos padrões de velocidade e se manter calmo, para não prejudicar a prova.
Mas ele admite que algumas coisas são realmente diferentes na Olimpíada.
Sua esposa, suas duas filhas e seus três netos estavam excitados para ver o avô de 65 anos percorrer a pista. "As crianças ficaram loucas assistindo. Então é especial, sim."

Gareth Goh, operador de carro de controle remoto, estádio olímpico

Antes mesmo de ter idade suficiente para dirigir, Gareth Goh, de 16 anos, conduz carros pelo campo do estádio olímpico de Londres. Mas são carros de controle remoto.
Gareth Goh. | Foto: BBC
Aos 16 anos, Goh conseguiu acompanhar os grandes velocistas na pista
Ele recolhe os discos, martelos e dardos que os atletas lançaram na grama e os devolve para os organizadores do evento. O carrinho tem cerca de um metro de comprimento.
Gareth estava lá, recolhendo dardos, quando a britânica Jessica Ennis corria para ganhar o ouro no heptatlo.
"Foi um grande momento, foi especial ser parte da hora em que ela teve uma performance tão incrível", diz.
No início de cada dia, ele e sua equipe levam os carros de uma garagem especial até a pista.
Os controles são simples, para a frente, para trás, esquerda e direita. Mas os carrinhos conseguem atingir alguma velocidade e já houve alguns momentos de confusão entre os condutores, quando eles apertaram botões para os carrinhos errados.
Mas o trabalho também significa que Gareth estava no meio da área central quando o homem mais rápido do mundo, Usain Bolt, ganhou a final dos 100 metros - já que a competição de lançamento de martelos masculina também estava acontecendo.
"Me senti muito privilegiado de ter esta oportunidade", diz.
"Especialmente no fim de semana e no meio da final dos 100 metros. Estamos fazendo nosso trabalho, mas também podemos ver o que acontece ao nosso redor"

Joseph Edney e Rachael Dale, 'puladores de corda', basquete

Joseph Edney, da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, diz que chorou na primeira vez em que foi obrigado a pular corda em um acampamento de verão. "Eu odiei", disse ele.
Mas, após ganhar sua primeira competição de quem pulava corda por mais tempo, a sensação foi tão viciante que, hoje em dia, ele o faz para multidões de 12 mil pessoas durante a Olimpíada.
Joseph Edney e Rachael Dale. | Foto: BBC
Quadra de basquete é comparada a 'show de rock'
Edney pula corda em todos os intervalos dos jogos de basquete, todos os dias, até o fim dos Jogos.
Lotada, a arena de basquete foi comparada a um show de rock. A música é alta, as luzes piscam e quando a partida é interrompida, a equipe de corda Get Tricky toma conta da quadra. A multidão vibra.
Eles usam cordas de plástico e trançadas para fazer saltos, paradas de mão e flexões enquanto pulam.
A equipe foi criada por Sue Dale, cuja filha, Rachael, é uma das 13 pessoas que se apresentam nos intervalos, vindas da Grã-Bretanha, Estados Unidos, Bélgica e Brasil.
Eles foram escolhidos após uma série de eventos de teste antes do início dos Jogos.
"É uma mistura de elementos diferentes - ginástica, dança e pulos. A adrenalina é sempre alta porque é uma experiência impressionante ter a multidão atrás de você, estimulando."
"Eu posso pegar uma corda e fazer o queixo de alguém cair imediatamente", diz Joe

Katy Mitchell, funcionária da limpeza e gandula, vôlei

Quando a quadra de vôlei fica molhada de suor, os jogadores começam a deslizar. Isso é tão perigoso que, durante o jogo, seis funcionários da limpeza e outros dois "enxugadores rápidos" ficam a postos para secar o chão.
Katy Mitchell. | Foto: BBC
Funcionários usam esfregões de um metro para enxugar quadra de vôlei
Durante os intervalos, Katy Mitchell é uma das seis funcionárias que, usando um esfregão de um metro, se alinham em cada lado da rede em grupos de três.
Em perfeita sincronia uns com os outros, eles cruzam a quadra, passam por cima de seus esfregões e atravessam de volta.
Segundo Katy, o desafio é "manter o esfregão perpendicular à rede, para ficar sincronizada com o outro lado e enxergar o outro".
"Pode dar errado, você pode tropeçar nos esfregões. Mas se tiver as duas mãos nele, dá certo", explica.
O resto da equipe recolhe as bolas, mantendo sempre duas em cada um dos cantos e uma no jogo.
"É muito importante porque se um de nós perde o foco, a partida inteira é interrompida e eles ficam procurando bolas."
"É um jogo rápido, as disputas não duram muito, você não pode ficar sentado. Tem que estar no jogo o tempo todo."

Paul Maines, treinador de coletores de flechas, tiro com arco

Durante os Jogos de Pequim 2008, as flechas voltavam para os arqueiros após os tiros em um trem mecânico. O método era eficiente, mas faltava um toque humano.
Voluntários do tiro com arco. | Foto: BBC
Voluntários são treinados para devolver flechas para os arqueiros
Em Londres 2012, três grupos com oito voluntários cada - trazidos de escolas e categorias de base, foram recrutados.
Quando os arqueiros atiram flechas sucessivas, os juízes marcam seus pontos e as flechas são removidas dos alvos por estes funcionários, que as colocam em um cilindro especial e as levam de volta a seus donos.
Cada arqueiro reutiliza suas próprias flechas, com diferentes comprimentos e "rêmiges" - peças que estabilizam as flechas durante o voo.
"Temos que garantir a consistência da abordagem, o lado para o qual os voluntários viram, como eles voltam, como eles as entregam para os arqueiros", diz Paul.
"A ideia é que os arqueiros, os técnicos e os juízes e acostumem ao mesmo padrão."
"É uma parte muito importante do trabalho. Assim como os boleiros e boleiras de Wimbledon, eles são os boleiros do tiro com arco."

sábado, 21 de julho de 2012

Em Londres, COB gastará R$ 50 milhões para promover Jogos do Rio 2016

Nuzman: "atividade principal é o momento do país"

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, apresentou o projeto, orçamento e cronograma da Casa Brasil, espaço que o comitê manterá de 27 de julho a 9 de setembro na capital inglesa durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Londres 2012. Ao todo serão gastos cerca de R$ 50 milhões em atividades de promoção dos Jogos do Rio e de observação e treinamento da equipe da própria entidade.
“Este espaço de relacionamento e degustação da cultura brasileira será muito importante. O Brasil hoje é um país do presente e a atividade principal ainda é o momento do país, é a imagem do país. Os objetivos e expectativas são a promoção do Brasil e da cidade do Rio de Janeiro e das mudanças que vão ser proporcionadas por estes Jogos”, disse Nuzman.
O espaço, que ocupará 2.200 metros quadrados do centro cultural Somerset House, um prédio histórico que foi sede da Marinha britânica, terá atividades do próprio comitê, de seus patrocinadores e do governo federal, além dos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro. Haverão ainda eventos com os atletas que conquistarem medalhas e eventos de promoção das atividades em 2016, como a apresentação dos centros de treinamento às delegações estrangeiras.
No total serão gastos R$ 23,15 milhões com as atividades da Casa Brasil, dos quais 17% serão custeados pelos governos municipal e estadual do Rio de Janeiro. O presidente do COB destacou a manutenção do nível de gastos por período entre a montagem da casa em Pequim 2008 e na edição dos jogos atuais. O COB aderiu à montagem desse tipo de espaço em Atlanta 1996 e a prática é comum pelas confederações de países como Itália e Holanda.
Nuzman anunciou ainda o programa de observadores do COB nesta edição das competições, nas quais pretendem acompanhar atividades e palestras do comitê londrino para aumentar a capacitação e experiência da equipe envolvida com a Rio 2016. Serão gastos R$ 4 milhões com as atividades, que acompanharão os Jogos Olímpicos, Paralímpicos e o período de transição entre os dois eventos, classificado por Nuzman como “crucial”.
A presença brasileira nesta edição dos jogos também terá shows musicais, em uma happy hour na Courtyard, espaço de shows e eventos de destaque em Londres, além da cerimônia de entrega da bandeira olímpica da prefeitura de Londres à prefeitura do Rio de Janeiro. Com um custo total de R$ 20 milhões o evento contará com show dirigido por Cao Hamburguer e Daniela Thomas, figurino de Jum Nakao e músicas de Marisa Monte, Seu Jorge e BNegão, entre outros.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Rodrigo Pessoa é o porta-bandeira da delegação brasileira nas Olimpíadas 2012


O campeão olímpico Rodrigo Pessoa será o porta-bandeira da delegação brasileira na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos Londres 2012, que acontece no dia 27 de julho.  Medalha de ouro em Atenas 2004, Rodrigo disputará os Jogos Olímpicos pela sexta vez. O atleta de hipismo disputou sua primeira edição de Jogos Olímpicos aos 19 anos, em Barcelona, 1992. Ao todo, o ginete possui três medalhas olímpicas. Além do ouro em Atenas, Rodrigo conquistou o bronze por equipe em Sidney 2000 e Atlanta 1996.
“Este é um momento muito especial na minha carreira. Recebi a notícia com muita emoção. Foi uma surpresa bastante agradável. Disputar os Jogos Olímpicos é o sonho de qualquer atleta e estar à frente da delegação na Cerimônia de Abertura é um momento de muita honra. Depois de três medalhas olímpicas e chegando à minha sexta participação em Jogos, carregar a bandeira do país coroa a minha história olímpica. Espero ter um bom desempenho em Londres e representar muito bem o país nos Jogos Olímpicos”, explicou Rodrigo, que neste momento está em Aachen, Alemanha, competindo no último Grand Prix antes da convocação oficial da equipe de saltos, marcada para a próxima segunda-feira, dia 6. 
Além das três medalhas olímpicas, Rodrigo Pessoa tem entre seus principais títulos a prata (equipe) nos Jogos Pan-americanos Guadalajara 2011, ouro (equipe) e prata (individual) nos Jogos Pan-americanos Rio 2007, ouro (equipe) nos Jogos Pan-americanos Mar del Plata 1995, três vezes 1º colocado da Copa do Mundo (00/99/98) e 1º colocado do Mundial de Roma (98). Em Pequim 2008 ficou na quinta colocação. 
Nascido em Paris, Rodrigo é filho de Nelson Pessoa, considerado um dos melhores cavaleiros de todos os tempos. Venceu sua primeira competição aos 12 anos, na Inglaterra. Em 2005, Rodrigo viveu uma emoção especial ao receber das mãos dos presidentes do Comitê Olímpico Internacional (COI), o belga Jacques Rogge, e do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, a medalha de ouro olímpica no Forte Copacabana, no Rio de Janeiro Nascido em Paris, Rodrigo é filho de Nelson Pessoa, considerado um dos melhores cavaleiros de todos os tempos. Venceu sua primeira competição aos 12 anos, na Inglaterra. Em 2005, Rodrigo viveu uma emoção especial ao receber das mãos dos presidentes do Comitê Olímpico Internacional (COI), o belga Jacques Rogge, e do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, a medalha de ouro olímpica no Forte Copacabana, no Rio de Janeiro, após a desqualificação do resultado obtido pelo conjunto irlandês. 
“Rodrigo Pessoa é um atleta que representa muito bem os Valores Olímpicos. Sua carreira repleta de glórias é uma inspiração para todos os atletas brasileiros. O exemplo de Rodrigo vem de família. Quando um atleta chega aos Jogos Olímpicos pela sexta vez atinge um patamar único. A primeira medalha de ouro da história do hipismo é um feito inesquecível, ainda mais por ter sido entregue no Rio de Janeiro, em um cenário deslumbrante. O Brasil estará muito bem representado na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos Londres 2012”, afirmou Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro.

domingo, 8 de julho de 2012

Rio 2016 apresenta Casa Brasil em Londres



A Casa Brasil, reduto verde-amarelo durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Londres 2012, foi apresentada na manhã desta quinta-feira, 5, na sede do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), no Rio de Janeiro. O espaço, que ocupará uma área de 2200 m2 no centro cultural Somerset House, está recebendo um investimento de R$ 23,150 milhões para levar um pouco da cultura brasileira aqueles que acompanharem os jogos olímpicos. Ela funcionará a partir do dia 27 de julho e ficará aberta durante 52 dias como espaço de relacionamento.

A verba investida na Casa Brasil vem em sua maior parte do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 e dos patrocinadores do evento, que responderão juntos por 83% do montante destinado ao espaço. Os outros 17%, que representam um valor de R$ 4 milhões, foram divididos entre o Governo Estadual do Rio de Janeiro e a Prefeitura Municipal da capital fluminense. 

Quem visitar o espaço, poderá conhecer um pouco da cultura brasileira através de três exposições, e terá acesso ao projeto olímpico da Rio 2016. Entre as atrações da Casa Brasil estão ainda shows em uma área aberta que receberá happy hours, com degustação de comidas típicas. Também será promovida uma mostra de cinema, que conta com apoio da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro e do Comitê Organizador dos Jogos de Londres. 

A Casa Brasil terá ainda ações de ativação de marca de patrocinadores, além de seminários fechados e apresentações do comitê organizador dos Jogos do Rio e de seus parceiros. Entre os patrocinadores, destaque para a Nissan que promoverá sete eventos e a Ernest&Young, com três. O Governo Federal fará três eventos no espaço, sendo dois da Apex e um da Embratur. Também serão promovidos eventos da Prefeitura do Rio e de comitês olímpicos nacionais.

O projeto envolve uma boutique Rio 2016, com produtos do Time Brasil e outros com os temas das Olímpiadas do Rio. Ao todo serão comercializados 60 produtos, incluindo camisetas, pins, canecas, entre outros. A empresa responsável pela confecção deste material é o varejista londrino Event Merchandising, que ganhou uma concorrência para ficar a frente do trabalho, tanto na operação da loja quanto no desenvolvimento dos produtos. Ele também fez este trabalho para os Jogos de Londres.

Entrega da bandeira
No evento desta quinta-feira, 5, também foram apresentadas as cerimônias de entrega da bandeira dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Cada uma delas terá oito minutos de duração. As duas tem direção artística de Cao Hamburguer e Daniela Thomas e contarão com a participação de artistas como Marisa Monte e Seu Jorge. Abel Gomes assina a supervisão de criação e Marco Balich a produção executiva. 

O investimento nas apresentações é de R$ 20 milhões. A produção é do Consórcio Cerimônias Cariocas 2016, formado pela brasileira SRCOM e pela italiana Film Master Group.  

terça-feira, 26 de junho de 2012

Londres reforça cooperação com Rio para Jogos de 2016


Por Marcelo Gomes
Rio - A arena de basquete que será utilizada na Olimpíada de Londres-2012, que é desmontável, poderá ser utilizada nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. A possibilidade foi confirmada pela secretária de Esportes do governo do Rio de Janeiro, Márcia Lins, e pelo vice-primeiro-ministro do Reino Unido, Nick Clegg, que visitou nesta quinta-feira as obras de adequação do Maracanã para a Copa de 2014.
"As discussões vão envolver as empresas envolvidas, e não o governo diretamente. Mas ontem [quarta] conversei com o vice-presidente Michel Temer a respeito da cooperação entre os Jogos de Londres e os do Rio, em 2016", disse Clegg.
Márcia Lins disse que a instalação provisória poderá ser utilizada no Rio se houver acordo entre as empresas responsáveis pela sua construção, a Prefeitura do Rio e o Comitê dos Jogos de 2016. "Conhecemos a arena desde sua construção. Ela tem 15 mil lugares. Podemos, sim, utilizá-la, não necessariamente para basquete".
A visita do vice-primeiro-ministro britânico ao Maracanã teve como objetivo reforçar a parceria entre o Reino Unido e o Brasil no setor de segurança de grandes eventos e gestão de estádios. "Nós já estamos trabalhando juntos. Assim que finalizarmos nossa Olimpíada em Londres vamos poder dividir nossa experiência para que a sua (Rio-2016) também seja um sucesso".
Clegg foi recebido no Museu do Futebol por Márcia Lins e pelo capitão da seleção tricampeã mundial na Copa de 1970, Carlos Alberto Torres. "É um grande prazer encontrar uma lenda como Carlos Alberto. Ele me disse que nós (Inglaterra) vamos ganhar da Itália (pelas quartas de final da Eurocopa, no domingo). Então, é oficial: Vamos ganhar!", vibrou o ministro, sorrindo.
"Muita gente lamentou as obras de modernização do Maracanã, mas o Brasil não pode ficar atrás dos países da Europa e tem de ser capaz de oferecer conforto aos torcedores", disse o tricampeão, acrescentando que prometeu dar de presente ao ministro uma camisa da seleção brasileira da Copa de 70.
Clegg anunciou a ampliação do programa de escolinhas de futebol financiadas pelo Conselho Britânico (British Council) para as comunidades pacificadas Fallet-Fogueteiro e São Carlos, na região central do Rio de Janeiro. Desde dezembro, o programa Premier Skills Esporte Seguro atende 300 crianças do Morro dos Prazeres, no turístico bairro de Santa Teresa. Agora, a expectativa é que mil crianças participem da iniciativa, que é uma parceria com a Liga Inglesa de Futebol (Premier League) e o projeto Rio 2016, do governo do Estado do Rio.
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