domingo, 15 de maio de 2011

Falta de planejamento pode comprometer mobilidade urbana da Copa do Mundo e Olimpíadas, diz especialista


Rio de Janeiro – A falta de planejamento pode atrapalhar a mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016. A avaliação foi feita à Agência Brasil pelo professor de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernando Mac Dowell. Segundo ele, a esperança na área da mobilidade é o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que está assumindo a presidência da Autoridade Pública Olímpica (APO).

“Para fazer uma montagem dessas, você precisa ter um planejamento muito bem elaborado, que considere os prazos de estudos, projetos, as obras e os recursos necessários para sua realização”, disse Mac Dowell, que é doutor em engenharia de transportes.

Ele criticou o fato de que o legado que está sendo deixado pela prefeitura do Rio de Janeiro são apenas ônibus. “O Rio é o lugar que mais ônibus tem. É uma pena você ter oportunidade de fazer coisas que poderiam ter três vezes mais capacidade com quase os mesmos recursos”.

Como exemplo, citou o aeromóvel, sistema de transporte urbano automatizado, movido a ar, de concepção brasileira, que está sendo implantado em Porto Alegre (RS), para ligação entre o Aeroporto Salgado Filho e as estações da Empresa de Trens Urbanos da capital gaúcha (Trensurb). Ele afiançou que essa é uma obra rápida, barata e com elevada capacidade de transporte de massa.

O engenheiro defendeu o aeromóvel como sistema que poderia ser adotado em todas as cidades que irão sediar os jogos da Copa. "Com a vantagem de ser um sistema nacional, sem necessidade de pagar royalties.” Ele considerou um erro a escolha do modelo de transporte coletivo de média capacidade BRT (trânsito rápido de ônibus, da sigla em inglês). Esse sistema é constituído por ônibus articulados e foi implantado pela primeira vez no Brasil na cidade de Curitiba (PR), em 1979.

Responsável pela elaboração do plano B das Olimpíadas para o governo federal, o professor da UFRJ fez um estudo sobre as possibilidades de recursos por meio de parcerias público privadas (PPPs) e levou em consideração as tecnologias disponíveis: aeromóvel, monotrilho, trem de levitação magnética, BRT, metrô, veículo leve sobre trilhos (VLT). A conclusão foi apresentada e aprovada em Brasília por diversos órgãos, entre os quais os Ministérios das Cidades e do Esporte. “E foi aí que o aeromóvel surgiu com força muito grande”.

No sistema BRT, o governo entra com 95% e a iniciativa privada com 5%, enquanto no modelo do aeromóvel, o governo colocaria 30% dos investimentos necessários e o setor privado 70%. "Com isso, conseguiríamos ampliar a quantidade de possibilidades de sistemas de transporte de massa e, até, o metrô. Por isso, a linha 4 do metrô do Rio de Janeiro saiu”.

Mac Dowell criticou os governos fluminense e carioca que “não querem nem saber o que é (o sistema do aeromóvel)” e que, em contrapartida, ficam entusiasmados com o “monorail’ (monotrilho ou ferrovia constituída por um único trilho). Segundo ele, um carro do monotrilho, com 12,5 metros de comprimento, custa US$ 2,4 milhões, enquanto que o aeromóvel tem custo de R$ 1,4 milhão e possui 25 metros.

“Nós estamos perdendo uma grande oportunidade, em quase todas as capitais, que optaram pelo BRT”, apontou o especialista. De acordo com ele, o custo de um BRT é de R$ 1,5 bilhão, “porque está fazendo três mil desapropriações”. Para Mac Dowell, “fica claro que houve mais partidarismo nessas escolhas, do que estudo”.

A esperança de os projetos de mobilidade chegarem a bom termo, na sua opinião, é a nomeação de Henrique Meirelles para a presidência da APO. “Na minha opinião, vai ser a salvação desse processo. Essa pessoa é competente e já mostrou isso. Acredito que vai se cercar de técnicos capacitados e ele vai conseguir atingir o objetivo”.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ex-remadora lança portal olímpico


Fabiana Bentes é a idealizadora de site educativo que contempla todas as edições e esportes olímpicos e paraolímpicos dos Jogos de Verão e Inverno

Depois de dois anos de pesquisa e estudo, a ex-remadora e jornalista Fabiana Bentes lançou o primeiro portal educativo da internet brasileira a contemplar todas as edições e modalidades olímpicas e paraolímpicas dos Jogos de Verão e Inverno.

Segundo Fabiana, a ideia é que o conteúdo seja levado às salas de aula em parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. A meta é atingir, na primeira etapa, 100 mil alunos do ensino fundamental das 151 escolas que integram o projeto Escolas do Amanhã. O site terá versões em inglês e espanhol, além da linguagem em HTML, adaptada para deficientes visuais.

O portal também irá atuar de maneira pró-ativa nas questões sociais como doping, obesidade e o papel do esporte no combate às drogas e na atuação direta em escolas para fomentar a discussão na sociedade. 

- Além de prover o conhecimento histórico do esporte para adaptar as aulas de Educação Física, o projeto também vai adaptar os textos publicados no portal às matérias curriculares - disse Fabiana.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

China irá investir na Copa de 2014 e nas Olímpiadas do Rio

BRASÍLIA – A três anos da Copa do Mundo do Brasil, o presidente da China, Hu Jintao, acertou, nesta terça-feira (12), com a presidente Dilma Rousseff o investimento de chineses nas áreas de eventos esportivos no Brasil não só em 2014, como também em 2016 nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Mundo. O acordo foi firmado durante a visita de Dilma a Pequim e anunciado pelos dois presidentes.

De acordo com o comunicado, os governos chinês e brasileiro “reconheceram o elevado potencial de cooperação” na área de infraestrutura, sobretudo em projetos no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), nos setores de transporte e energia.

“[Os governo da China e do Brasil] reconheceram o potencial para o estabelecimento de parcerias brasileiras e chinesas em projetos de construção de infraestrutura relacionados à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016”, diz o documento.

O texto do comunicado lembra que chineses e brasileiros fizeram parcerias, em 2008, durante a organização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos e negociaram acordos para os Jogos Olímpicos Juvenis de 2014.

“[Ambos] concordaram em promover a cooperação e a troca de experiências sobre a preparação e organização de grandes eventos internacionais na área esportiva e assinaram memorando de entendimento a respeito. [Os dois governos] concordaram em fomentar o intercâmbio de atletas, com o intuito de promover a cooperação esportiva e o aprimoramento do nível do esporte nos dois países”, diz o documento.

Paralelamente, Dilma e Hu Jintao se comprometeram a simplificar e melhorar os serviços e trâmites regulamentares para a concessão de vistos e permanência envolvendo chineses e brasileiros. O objetivo, segundo o acordo, é incentivar os programas de turismo e incrementar os projetos em educação e treinamento pessoal.

Mas o acordo dependerá de uma série de consultas entre os dois governos e mais negociações. Por enquanto, a parceria negociada pelos presidentes dá início às articulações para pôr em prática as medidas efetivas que resolvam os eventuais problemas que surjam no fluxo de pessoas. O texto faz parte de um comunicado conjunto firmado hoje por Dilma e Hu Jintao, que reúne 29 pontos.

A presidente está na China para uma viagem de seis dias. Ela participa de uma série de encontros bilaterais e multilaterais. Os principais temas envolvem economia e comércio, mas outros assuntos também foram incluídos nas conversas. Dilma retornará ao Brasil no dia 18.


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Olimpíadas Culturais: Londres e Rio constroem um legado

ريو اولمبياد 2016  
2016 ओलंपिक
ოლიმპიადა 2016
بازی های المپیک 2016
Secretária de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, Adriana Rattes, convida Diretora da Olimpíada Cultural de Londres 2012, Ruth Mackenzie, para visitar a próxima sede olímpica e estreitar os laços culturais entre as cidades.

Até o dia 08 de abril (sexta-feira), Ruth Mackenzie, diretora das Olimpíadas Culturais de Londres 2012 estará no Rio de Janeiro, visitando instituições culturais e eventos. A visita acontece a convite de Adriana Rattes, secretária de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, após reunião realizada em Londres em dezembro de 2010. ”Durante essa visita, que marca o início de uma importante e valiosa parceria, nosso objetivo é mostrar a Ruth a cara do Rio, que será a próxima Cidade Olímpica”, diz a Secretária Adriana Rattes.
“Para nós, essa visita é mais um passo no desenvolvimento de nosso relacionamento de trabalho. Esperamos que isso nos leve a uma parceria real entre Reino Unido e Brasil de 2012 a 2016 na área cultural”, afirma Ruth Mackenzie. Geralmente, os relacionamentos entre cidades começam e terminam na cerimônia de transferência de uma sede a outra, de acordo com o requerimento contratual da Cerimônia de Encerramento para incluir 8 minutos de celebração da transferência, que dão um gostinho dos próximos Jogos Olímpicos. “Londres não quer trabalhar desse jeito. Nosso objetivo de longo prazo é começar a desenvolver o legado do Rio 2016 como parte do programa de Londres 2012, de forma que possa crescer e se desenvolver até os Jogos do Rio 2016”, completou Mackenzie.
Como parte de um programa mais amplo, Ruth Mackenzie visitará o centro do ‘Luta pela Paz’ no Complexo da Maré. Esta será uma oportunidade para a representante do Comitê Organizador dos Jogos de Londres para conhecer o trabalho que vem sendo realizado por essa ONG da área esportiva com conexões no Rio e em Londres e que demonstra a importância dos vínculos sociais e Olímpicos entre 2012 / 2016. Luta pela Paz foi fundada em 2000 para usar o boxe e as artes marciais combinadas com educação e desenvolvimento pessoal para apoiar jovens em comunidades que sofrem sobre crime e violência. “De um início humilde nós crescemos e passamos a apoiar mais de 1800 jovens no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e em North Woolwich, no Leste de Londres. Essa importante visita nos oferece a oportunidade de discutir com os representantes dos Governos Brasileiro e Britânico, e com a Olimpíada Cultural de Londres 2012, como o esporte pode ser uma força poderosa para a mudança social em comunidades em desvantagem. Nós esperamos poder ter um papel nesse processo de reunir as duas cidades por meio do esporte, da cultura e do desenvolvimento, e trabalhar em busca de investimento genuíno nos jovens que apesar da riqueza de nossas duas cidades Olímpicas, geralmente tem poucas oportunidades”, disse Luke Dowdney.
Luta pela Paz (Fight for Peace)- Luta Pela Paz foi fundada pelo ex-boxeador amador inglês Luke Dowdney no ano 2000 no Complexo da Maré, um conjunto de favelas no Rio de Janeiro, e devido à história de Dowdney o projeto foca no boxe, artes marciais e wrestling em um contexto esportivo. O projeto fornece alternativas práticas ao crime e a violência para crianças e adolescentes em comunidades carentes com a inclusão social por meio dos esportes, educação, acesso ao mercado formal de trabalho, promoção de uma cultura de paz e desenvolvimento de lideranças jovens.
Como um exemplo do conhecimento brasileiro sendo exportado para o Reino Unido, Dowdney está duplicando seus centros de esportes e educação em Woolwich, Londres. Em 2009, um grupo de 1,094 jovens de Londres já haviam se engajado na Academia Luta pela Paz (Fight for Peace Academy) que oferece aulas de Muay Thai, capoeira, karatê, sessões de ginástica e desenvolvimento pessoal. O centro também oferece cursos com acreditação nacional como parte do projeto “Pathways Education Employment” e também aconselhamento, estudo de casos e outros serviços de apoio para jovens entre 11 e 21 anos em parceria com entidades locais do Condado de Newham e outras áreas de Londres. [www.lutapelapaz.org |www.fightforpeace.net].
Olimpíadas Culturais - Durante quatro anos, as Olimpíadas Culturais de Londres 2012 foram desenvolvidas para oferecer a todos no Reino Unido uma oportunidade de fazer parte desse grande evento global e inspirar a criatividade em todas as suas formas, especialmente entre os jovens. As Olimpíadas Culturais irão culminar no Festival Londres 2012, que reunirá artistas de renome de todo o mundo para o maior festival já visto no Reino Unido – uma oportunidade única para todos celebrarem Londres 2012 por meio da dança, da música, do teatro, das artes visuais, do cinema e das inovações digitais e deixar um legado duradouro para as artes.
O objetivo é começar a construir o legado do Rio para 2016 como parte do programa de Londres, de forma que possa crescer e se fortalecer até os Jogos em 2016. Assim, foram identificadas as prioridades comuns para Cultura e serão desenvolvidos projetos que serão apresentados como parte do Festival Londres 2012 (que fechará as Olimpíadas culturais), no período de 21 de junho a 9 de setembro de 2012, e manter a idéia viva, pronta para mais atividades no Rio em 2016.

Olimpíadas Culturais e o Festival Londres 2012 (em inglês): http://www.london2012.com/get-involved/cultural-olympiad/index.php]

via http://www.revistafator.com.br

domingo, 27 de março de 2011

Copa e Olimpíada atraem mais de 4 bilhões de dólares em investimentos em segurança


A Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada Rio 2016 já começaram a aquecer o mercado de equipamentos e sistemas de defesa e segurança. Estima-se que ambos os eventos vão demandar mais de 4 bilhões de dólares em investimentos ajudando a reaquecer um setor que andou meio esquecido e vive uma espécie de renascimento.
Além dos eventos esportivos, duas outras ações são responsáveis pela volta dos negócios. De um lado pesa a favor o Plano Estratégico Nacional de Defesa, que está reaparelhando o exército, a marinha e a aeronáutica com submarinos, navios, helicópteros, caças, entre outros equipamentos de porte. Estão sendo fechados contratos de 10, 20 anos, que exigem a transferência de tecnologia para o Brasil e vão gerar um efeito dominó de novos negócios no mercado interno.
De outro lado, ocorre a modernização dos aparatos de segurança das polícias. Nos últimos cinco anos, os investimentos em segurança pública triplicaram, passando de pouco mais de 1 bilhão de reais para quase 3,5 bilhões de reais no ano passado.
Um termômetro desse ambiente favorável aos negócios é a LAAD, feira do setor que ocorre a cada dois anos no Rio de Janeiro. Na próxima edição, em abril, o número de expositores praticamente dobrou e passa de 600, e o de visitantes, em sua maioria representantes de governos ligados às áreas de segurança – como ministros, secretários de estados, delegados, brigadeiros e generais – teve um aumento de 30%. Boa parte das empresas estrangeiras de mais de 40 países não querem apenas vender produtos no Brasil. Querem estreitar relações comerciais com empresas locais e sondar oportunidades de fusões e aquisições.
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