terça-feira, 13 de maio de 2014

Comitê Paralímpico Internacional elogia Rio 2016

Alvo de críticas frequentes por parte do Comitê Olímpico Internacional (COI), a organização dos Jogos do Rio 2016 recebeu elogios por parte do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês). Durante uma visita às obras dos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos de Toronto, que serão realizados no Canadá em 2015, o executivo-chefe da entidade, Xavier González, demonstrou estar confiante na preparação para o evento que será feito no Brasil.

- O comitê organizador do Rio de Janeiro é muito profissional, muito preparado. É preciso acelerar a construção e começar a se mover mais em algumas áreas, mas estamos trabalhando em conjunto com o COI, e vamos colocar em prática medidas para que tudo corra dentro do previsto - afirmou González, em entrevista à agência EFE. 
Complexo Olímpico de Deodoro (Foto: Reprodução )Complexo Olímpico de Deodoro é um dos pontos de atenção da organização dos Jogos do Rio (Foto: Reprodução )



O presidente do Comitê Paralímpico das Américas, o argentino José Luis Campo, também acompanhou a comitiva que visitou as obras de Toronto, e disse que problemas encontrados na preparação para os Jogos do Rio, como atrasos no cronograma e falhas na infra-estrutura da cidade, são comuns na realização de grandes eventos. Campo ressaltou que dificuldades semelhantes também foram enfrentadas em edições anteriores.

- Excetuando-se algumas diferenças na coordenação entre governo federal, estadual e municipal, acredito que é justo dizer que o que está acontecendo no Rio de Janeiro também ocorreu em Pequim (que recebeu o evento em 2008), em Londres (sede em 2012) e em todos os Jogos Olímpicos - opinou o argentino. 

Na próxima semana, Xavier González irá conferir pessoalmente os avanços das obras para os Jogos do Rio, em visita ao Brasil. Um dos pontos de maior atenção é com o Complexo de Deodoro, que receberá modalidades dos Jogos Paralímpicos como a esgrima em cadeira de rodas, futebol de 7, hipismo e tiro esportivo. A construção dos locais de competição na Zona Norte da cidade deve começar até o final deste ano, com dois anos de atraso. 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Rio 2016 'importará' de Sochi ideia de policial com traje olímpico, diz diretor

Seguranças em Sochi usam uniforme olímpico (roxo) para andar à paisana dentro de área de atletas (Foto: Eric Gaillard/Reuters)Seguranças em Sochi usam uniforme olímpico (roxo)
para andar à paisana dentro de área de atletas
(Foto: Eric Gaillard/Reuters)
Nada de caças ou baterias antiaéreas. Um dos grandes trunfos observados durante os Jogos de Inverno de Sochi, que ocorrem no clima de ameaças terroristas na Rússia, é o uso de policiais e militares usando o uniforme olímpico dentro da área dos atletas. A observação é  do diretor de segurança do comitê que organiza os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o delegado e ex-diretor da Polícia Federal Luiz Fernando Corrêa, que está com uma equipe na Rússia acompanhando o evento.
Ele diz em entrevista ao G1 que o maior desafio será realizar os jogos no Rio com segurança “sem parar a cidade”. 
  •  
Do lado de fora de área olímpica, militares andam com fuzis de forma ostensiva para inibir ataques (Foto: Sergei Karpukhin/Reuters)Do lado de fora de área olímpica, militares andam com
fuzis Foto: Sergei Karpukhin/Reuters)
“Uma das lições que aprendemos com Sochi e com as Olimpíadas de Londres (de 2012) é a não-ostensividade das tropas de segurança. Já testamos algo semelhante durante o Panamericano de 2007, quando ninguém usou sua farda original”, diz o delegado da PF.

“Os profissionais, quando entram na cidade olímpica de Sochi, se sentem em um ambiente seguro. Não há presença ostensiva de militares de farda, com aquele fuzil atravessado. Estão por aí, espalhados, com o uniforme dos jogos. A baixa visibilidade é um objetivo que queremos alcançar aqui”, afirma ele. Do lado de fora das áreas olímpicas, porém, há vários círculos de segurança ostensiva, inclusive com presença militar nas montanhas que cercam Sochi.
Apesar do nível de risco alto e das pessoas estarem sendo revistadas nas estações de metrô e em estabelecimentos comerciais, Luiz Fernando diz que, em Sochi, “não há a sensação de pânico”.

Por ser uma cidade balneária e de veraneio, Sochi foi cercada pelos militares, que criaram uma bolha de proteção ao redor – apenas uma estrada dá acesso ao local, que foi bloqueada e monitorada com bloqueios. Os jogos, que terminam no domingo (23), começaram sob o temor de atentados, após comitês olímpicos de Áustria, Alemanha, Itália e Eslovênia receberem cartas com ameaças. Islamitas da região do Cáucaso também divulgaram um vídeo contra o presidente russo, Vladimir Putin, prometendo ataques durante a competição.
 
Nada de caças ou artilharia
Segundo Corrêa, tecnologias de defesa que o Brasil não possui hoje e está adquirindo, como os caças suecos Gripen NG e as baterias antiaéreas russas com alcance de média altura (em negociação por cerca de US$ 2,29 bilhões) não são essenciais para a realização das Olimpíadas e não são exigências do Comitê Olímpico Internacional. Os Gripen NG só começam a chegar ao país em 2016, mas a Aeronáutica promete já ter a tempo dos jogos de 2016 entre 8 e 10 unidades do Gripen E/F, para garantir a proteção do espaço aéreo após a aposentadoria dos aviões mais velozes da FAB, em dezembro passado.
Meta de efetivo policial
No dossiê apresentado pelo Brasil para a candidatura do Rio como sede olímpica, as promessas são de garantir a segurança dos atletas com o máximo de excelência e alinhamento total dos serviços de inteligência, além de uma estrutura única de comando envolvendo Forças Armadas, as policiais civil e militar, Polícia Federal e outros órgãos e um único centro de controle.

O estado do Rio fez a promessa de pacificar as comunidades, melhorar o rendimento da Polícia Civil e aumentar o efetivo da Polícia Militar a 54 mil soldados já em 2012, com presença permanente nas áreas de alto risco. Em 2009, quando o Rio se candidatou a sede de 2016, o efetivo da PM fluminense era de 38 mil. Atualmente, são 47.141.

“O Brasil prometeu atingir os níveis de efetivo da polícia e é isso agora que estamos buscando agora, alcançar estes números”, na opinião de Corrêa.
Jogos de Inverno terão mais de 100 mil homens na segurança (Foto: Reuters)Montanhas que cercam Sochi foram ocupadas
por militares devido ao risco de atentados
(Foto: Reuters)
Para ele, “quando um país se candidata, se compromete a oferecer segurança e demonstra sua capacidade. Os Jogos Panamericanos foram um ensaio e o comitê olímpico observou nossa capacidade em uma época em que a tensão era muito maior em termos de segurança, não havia o processo de pacificação, havia os arrastões, os bondes. Hoje o cenário é mais tranquilo”, diz.

Preocupação
Uma das grandes preocupações do delegado Luis Fernando Corrêa é garantir toda a logística da cidade olímpica mantendo o nível elevado de segurança e sem atrapalhar a fluidez o trânsito do Rio de Janeiro.
Diferentemente de Sochi e de Londres, onde o parque olímpico era fechado e centralizado em apenas um local, no Rio, em 2016, as atividades estarão divididas em quatro locais – os parques olímpicos na Barra da Tijuca e em Deodoro e os estádios do Engenhão e do Maracanã – o que poderá gerar transtornos devido ao deslocamento das equipes. “Esta é uma das coisas que estamos analisando lá (em Sochi), como está sendo a logística, os fornecedores têm de repor as coisas, alimentação, outros aspectos, sempre à noite”.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Atentados na Rússia viram alerta para organização de Jogos do Rio 2016

Ataque a trólebus em Volgogrado ocorreu na segunda-feira
Ataque a trólebus em Volgogrado ocorreu na segunda-feira


A pouco mais de um mês para o início dos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, dia 7 de fevereiro, a Rússia vive em estado de alerta por conta de dois atentados a bomba na cidade de Volgogrado, que matou até o momento 34 pessoas e feriu mais 60. O risco de ações terroristas no país mobilizou atletas e dirigentes esportivos esta semana. Thomas Bach, presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), reforçou o pedido de segurança para o evento e classificou os ataques como deploráveis.
Com os focos em Sochi e na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, ainda estão "imunes" a críticas e riscos com relação à segurança. Não significa, no entanto, que a organização e o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) não se atentem à questão.
"Nossa preocupação é a mesma de todos. A violência é um problema mundial e para ser resolvida ou controlada vamos precisar trabalhar muito. A gente precisa saber combater e ao mesmo tempo saber conviver com os riscos", disse ao iG Esporte o ex-jogador de vôlei Bernard Rajzman, membro do COI, durante o Prêmio Brasil Olímpico, dia 17 de dezembro. "Obstáculos fazem parte, mas a experiência de todos os eventos que estão acontecendo enriquecerá ainda mais nossas estratégias de segurança", reiterou na mesma ocasião o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.
Infelizmente o terrorismo já deixou enormes cicatrizes no esporte olímpico, como a morte de 11 atletas israelenses em Munique-1972 e a explosão de uma bomba durante um evento público em Atlanta, sede da edição de 1996. Para a Rio 2016, além de treinamento e fortalecimento das Forças Armadas a cargo do Governo Federal, o comitê organizador fechou em outubro um acordo com a Interpol.
Embora proteger-se do terrorismo seja uma das prioridades em relação à segurança de uma Olimpíada, a questão mais latente envolvendo o bem-estar público no Brasil tem sido as manifestações populares, que surpreenderam os políticos do país durante a Copa das Confederações de 2013, em junho. A mistura às vezes explosiva entre cidadãos de bem e baderneiros na mesma ação democrática, aliadas à repressão violenta da polícia em muitos casos, fez com que a organização da Copa de 2014 se precavesse mais para o evento, com abertura em 12 de junho. Os gastos excessivos, como os mais de R$ 8 bilhões em estádios, engrossaram a lista de reivindicações dos que foram às ruas para protestar.
Mas no próprio Comitê Organizador Rio 2016 há a preocupação de que, passada a Copa, os protestos se voltem aos Jogos Olímpicos. A cerca de dois anos e meio para a cerimônia de abertura, o evento ainda não teve seu orçamento divulgado - pela terceira vez a entrega do plano financeiro foi adiada. Há também a sombra dos Jogos Pan-Americanos de 2007, também no Rio de Janeiro, com casos de superfaturamento apontados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) que acabaram arquivados.
"Ações já estão sendo feitas na área de segurança, mas são coisas secretas, não podemos divulgá-las. Toda a organização está bastante focada nesse ponto, buscando consultorias do exterior e com um trabalho integrado com as polícias. No caso das manifestações, é claro que foi uma surpresa para todos, mas imagino que as ações para combater quem vai promover baderna serão melhoradas", disse Bernard Rajzman.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Robert Scheidt exalta ano vitorioso e sonha com ouro nas Olimpíadas do Rio, em 2016



O ano de 2013 terminou como Robert Scheidt sonhava. Além do título mundial na classe Laser em Omã, o velejador pôde comemorar a conquista da Star Sailors League, na classe Star, ao lado de Bruno Prada. O desempenho faz o brasileiro mirar voos mais altos, como, por exemplo, mais um ouro olímpico em 2016, que seria especial por ser diante de sua torcida no Rio de Janeiro.


"Conquistar uma medalha de ouro aos 43 anos, em casa, diante da família e da torcida brasileira, e poder encerrar a carreira dessa forma, será um sonho", comentou o velejador, que mostrou estar pronto para competir na classe Laser em 2016, mas também na Star, em caso de um improvável retorno desta ao programa olímpico.



"Se a Star voltar ao programa olímpico posso retornar à classe, que seria mais adequada à minha idade porque exige menos do físico. Tenho uma bagagem muito grande na Star, mas hoje a minha realidade é a classe Laser. Como eu venci o Mundial no Omã, também sinto-me candidato para disputar a Olimpíada em 2016 nessa classe. O barco em que vou competir será apenas uma ferramenta para eu tentar buscar mais um título", disse.



Os títulos em 2013 surpreenderam o próprio Scheidt, que não esperava um ano tão vitorioso. "Ganhar o Mundial de Laser aos 40 anos foi, sem dúvida, o principal título da temporada e um dos mais importantes da minha carreira, pensando em meu próximo objetivo, os Jogos Olímpicos de 2016. Não esperava que 2013 seria tão bom."

domingo, 1 de dezembro de 2013

Atletismo terá, no Rio, menos atletas do que em Londres

O Engenhão irá receber menos atletas do que o Estádio Olímpico de Londres durante os Jogos Olímpicos do Rio/2016. Isso porque a Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) aceitou uma redução no número de credenciais do atletismo disponíveis para a próxima Olimpíada na comparação com os Jogos londrinos.
"Não é um problema para nós e isso foi decido após consulta à Iaaf e com o nosso total apoio", revelou Nick Davies, secretário-geral da entidade, em entrevista ao site Inside The Games.
A Londres o atletismo levou 2.231 atletas. Para o Rio a ideia do Comitê Olímpico Internacional (COI) é reduzir esse número em pelo menos 200 competidores. "Londres foi uma aberração e a sempre aceitamos que nossa cota é de 2.000 atletas", admitiu Davies.
Até mesmo Sebastian Coe, o homem forte da organização dos Jogos de Londres e vice-presidente da Iaaf, admite a necessidade de diminuir a cota do atletismo. "Para sermos honestos, houve um exagero em Londres, então estamos de volta ao número correto", disse Coe, também ao Inside The Games. 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

تلبية الرموز الرياضية لدورة الألعاب الأولمبية والألعاب الأولمبية للمعاقين ريو 2016

Conheça os ícones esportivos dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 Divulgação/Rio2016
Pictogramas mostram quais esportes estarão nos Jogos de 2016Foto: Divulgação / Rio2016








 الصور التوضيحية
O Comitê Rio 2016 divulgou nesta quinta-feira os pictogramas esportivos das Olimpíadas. Desde 1964, em Tóquio, cada edição dos Jogos utiliza ícones gráficos, que refletem a cultura do país anfitrião para apresentar as modalidades que serão disputadas. Em 2016, pela primeira vez, todos os esportes olímpicos e paraolímpicos estarão representados. Serão 64 pictogramas, 41 olímpicos e 23 paraolímpicos.
Os primeiros traços foram feitos à mão. Depois, foram reconstruídos em computador com o encaixe das curvas das letras. O corpo dos atletas e os equipamentos esportivos foram criados a partir dos caracteres ou de parte deles, num traço contínuo, com variações de espessura para passar a ideia de profundidade.
A diretora de Marca do Comitê, Beth Lula, afirma que os pictogramas ajudariam a engajar o público no evento desde cedo:
—O uso dos pictogramas daqui até 2016 servirá como plataforma de comunicação para a promoção dos esportes, ativação dos parceiros e irá marcar toda a identidade visual dos Jogos. Isso inclui sua aplicação na decoração das instalações, na sinalização, nos ingressos, nos produtos licenciados, entre outros.
O trabalho foi executado em 16 meses, dos quais cinco foram dedicados à validação das 42 federações internacionais. O Comitê Rio 2016 optou pela montagem de uma equipe interna de design para a criação dos principais elementos gráficos dos Jogos. Além dos designers, um grupo de 28 profissionais esteve diretamente envolvido no desenvolvimento dos pictogramas.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...