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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A história do criador das Paralimpíadas


Atletas nos Jogos de Roma em 1960, quando competições para deficientes foram incorporadasImage copyrightPRESS ASSOCIATION IMAGES
Image captionAtletas nos Jogos de Roma em 1960, quando competições para deficientes foram incorporadas

http://www.bbc.com/portuguese

Um médico judeu que escapou da Alemanha nazista está na origem das Paralimpíadas, evento que começa nesta quarta-feira (7) no Rio de Janeiro.
Ludwig Guttmann ajudou a fundar e comandou a divisão de tratamento de lesões de coluna no hospital de Stoke Mandeville, na Grã-Bretanha. Lá, muitos dos pacientes eram ex-combatentes de guerra e Ludwig usou o esporte para mudar suas vidas.
"Nós começamos com ex-soldados, ainda durante a guerra, primeiro com jogos simples, como dardo, sinuca e uma espécie de boliche. Aí vi como aqueles homens reagiam, não apenas fisicamente, mas psicologicamente", disse o alemão naturalizado britânico em imagens de arquivo da BBC. Ele morreu em 1980.

Guttmann comandou a divisão de tratamento de lesões de coluna em hospital britânico
Image captionGuttmann comandou a divisão de tratamento de lesões de coluna em hospital britânico

Guttmann promoveu as primeiras competições públicas para deficientes na abertura dos Jogos Olímpicos de Londres de 1948.
Nos anos 60, essas práticas foram incorporadas aos Jogos Olímpicos. Nasciam, assim, as Paralimpíadas.

'Severo' e carinhoso

O tenista de mesa Philip Lewis, que participou das Paralimpíadas de 1962, disse à BBC que Ludwig era "um tanto severo com sua equipe e com os paraplégicos".
"Mas por trás de tudo havia aquele enorme carinho. Ele fazia você perceber que ele queria o melhor e que você tinha que encontrar um caminho."
Uma das maiores atletas paraolimpícas da Grã-Bretanha, Grey Thompson afirmou, em entrevista à BBC, que os deficientes têm uma dívida com o médico.

Para atleta cadeirante Grey Thompson, deficientes têm uma dívida com GuttmannImage copyrightGETTY IMAGES
Image captionPara atleta cadeirante Grey Thompson, deficientes têm uma dívida com Guttmann

"Ele acreditava que nós deveríamos viver uma vida normal. E foi persistente num tempo em que as pessoas provavelmente imaginavam que ele fosse um tanto louco por acreditar que deficientes poderiam ser ativos."

Paralímpiadas hoje

É a vez do Rio de Janeiro sediar a Paralimpíada, mas os bem-sucedidos Jogos de Londres colocaram um desafio não apenas para o Rio, mas para qualquer cidade que queira receber a competição.
A capital britânica recebeu elogios por realizar um evento de casa cheia e "abraçado" pela mídia local. O britânico Phillip Craven, presidente do Comitê Paralímpico Internacional (CPI), sabia que a tarefa de repetir tal sucesso seria mais difícil no Brasil. Só não imaginava o quanto.
A duas semanas da Cerimônia de Abertura, no Maracanã, o CPI estava fazendo, junto com o comitê organizador da Rio 2016, malabarismos para tentar fazer com que a versão "enxuta" da primeira Paralimpíada na América do Sul não fosse um passo para trás na luta por mais visibilidade e reconhecimento.
Mas com a explosão na venda dos ingressos verificada na reta final para a inauguração do evento, o cenário começou a mudar. E agora, após a bem sucedida cerimônia de abertura, a expectativa passou a ser bem mais otimista.

domingo, 7 de agosto de 2016

Rússia é banida de Jogos Paralímpicos por doping


BBC BRASIL.com

O Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) decidiu suspender a delegação russa dos Jogos Paralímpicos do Rio, que começam no dia 7 de setembro.
O presidente do IPC, Philip Craven, disse em entrevista que a decisão foi baseada no relatório McLaren da Agência Mundial Anti-Doping, Wada (na sigla em inglês).
O documento apontou no mês passado que o governo da Rússia operava um esquema estatal de doping sistemático. "O sistema anti-doping da Rússia está quebrado, corrompido e inteiramente comprometido", disse Philip Craven. "O Comitê Paralímpico russo não tem condições de garantir a adequação nem a fiscalização de acordo com o código anti-dopagem do IPC, nem com o código anti-dopagem mundial dentro da sua jurisdição nacional, e nem respeitar as suas obrigações fundamentais como membros do IPC.
 "Como resultado, o Comitê Paralímpico Russo está suspenso com efeito imediato."
Elaborado pelo especialista legal canadense Richard McLaren, o relatório McLaren descreveu um esquema sofisticado de doping patrocinado pelo Estado russo e posterior acobertamento da prática entre 2011 e 2015 - principalmente durante os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, na Rússia, em 2014.
 De acordo com o relatório, o Ministério do Esporte russo "dirigiu, controlou e supervisionou" a manipulação de amostras de urina dos atletas e fraudou resultados.
 A decisão do IPC de banir a delegação paralímpica russa é mais dura que a do Comitê Olímpico Internacional (COI), que preferiu delegar para cada federação esportiva a decisão sobre banir ou não de atletas russos nos Jogos do Rio.
 Ao mesmo tempo, o COI elevou os requerimentos para os atletas russos e proibiu todos aqueles que já tinham condenação anterior por uso de substâncias proibidas. Cerca de 270 atletas russos estão competindo nos Jogos Olímpicos do Rio.

domingo, 6 de setembro de 2015

Rio 2016 lança campanha de engajamento para Jogos Paralímpicos com peça emocionante



Durante uma semana, Vinícius Rodrigues (velocista, promessa para os 100m e 200m nos Jogos Paralímpicos Rio 2016), Lúcia Teixeira (judoca, prata em Londres 2012) e Luciano Dantas (halterofilista, bronze no Parapan de Toronto 2015) visitaram algumas academias do Rio de Janeiro para um treino especial. A reação dos frequentadores foi registrada por câmeras escondidas.
Luciano "Montanha" Dantas

Assim que os atletas Paralímpicos colocaram em prática suas habilidades, a surpresa positiva foi tomando conta. O jovem com prótese começou a correr a mais de 23 km/h na esteira com facilidade, a deficiente visual finalizou a campeã carioca de judô em poucos segundos, e o homem com nanismo levantou sem dificuldade mais que o dobro de seu peso.
A iniciativa dá mostras do impacto que assistir a um atleta Paralímpico em ação pode ter. É uma experiência que supera expectativas e altera percepções. Bastou um treino para que eventuais olhares preconceituosos ou sentimentos de pena dessem lugar à admiração e ao respeito pelos atletas. Como define Félix del Valle, diretor de criação executivo da Ogilvy Brasil, que produziu a peça: “Mais do que um experimento social, esta ação é prova de que quando assiste de perto a um desses atletas em ação, você realmente se surpreende”.
O Brasil é uma potência mundial no esporte Paralímpico. Em competições como os Jogos Parapan-Americanos, por exemplo, é tricampeão. Ficou em primeiro lugar no quadro de medalhas nas três últimas edições. Na mais recente, em Toronto, bateu recorde de medalhas, com um total de 257, sendo 109 de ouro. Para muitos brasileiros, porém, ainda falta informação sobre o desporto Paralímpico e sua capacidade de impressionar e encantar.
Encomendada pelo Rio 2016 à Ogilvy Brasil, a campanha de engajamento para os Jogos Paralímpicos Rio 2016 – que acontecem de 7 a  18 de setembro de 2016 - precede a abertura dos pedidos de ingressos (disponíveis a partir da próxima segunda-feira, 7 de setembro) e registra esta ação com três atletas Paralímpicos no Rio de Janeiro.
O vídeo será lançado através dos canais digitais do Rio 2016, com audiodescrição e legendas disponíveis para deficientes visuais e auditivos.

JOGOS PARALÍMPICOS RIO 2016
NÃO DÁ PARA EXPLICAR. TEM QUE IR
#temqueir
Mais informações:
Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016
Relações com a Imprensa
imprensa@rio2016.com
Tels.: (21) 2016-6543 / (21) 2016-6235
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