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domingo, 7 de agosto de 2016

Rússia é banida de Jogos Paralímpicos por doping


BBC BRASIL.com

O Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) decidiu suspender a delegação russa dos Jogos Paralímpicos do Rio, que começam no dia 7 de setembro.
O presidente do IPC, Philip Craven, disse em entrevista que a decisão foi baseada no relatório McLaren da Agência Mundial Anti-Doping, Wada (na sigla em inglês).
O documento apontou no mês passado que o governo da Rússia operava um esquema estatal de doping sistemático. "O sistema anti-doping da Rússia está quebrado, corrompido e inteiramente comprometido", disse Philip Craven. "O Comitê Paralímpico russo não tem condições de garantir a adequação nem a fiscalização de acordo com o código anti-dopagem do IPC, nem com o código anti-dopagem mundial dentro da sua jurisdição nacional, e nem respeitar as suas obrigações fundamentais como membros do IPC.
 "Como resultado, o Comitê Paralímpico Russo está suspenso com efeito imediato."
Elaborado pelo especialista legal canadense Richard McLaren, o relatório McLaren descreveu um esquema sofisticado de doping patrocinado pelo Estado russo e posterior acobertamento da prática entre 2011 e 2015 - principalmente durante os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, na Rússia, em 2014.
 De acordo com o relatório, o Ministério do Esporte russo "dirigiu, controlou e supervisionou" a manipulação de amostras de urina dos atletas e fraudou resultados.
 A decisão do IPC de banir a delegação paralímpica russa é mais dura que a do Comitê Olímpico Internacional (COI), que preferiu delegar para cada federação esportiva a decisão sobre banir ou não de atletas russos nos Jogos do Rio.
 Ao mesmo tempo, o COI elevou os requerimentos para os atletas russos e proibiu todos aqueles que já tinham condenação anterior por uso de substâncias proibidas. Cerca de 270 atletas russos estão competindo nos Jogos Olímpicos do Rio.

domingo, 25 de agosto de 2013

Agência antidoping ameaça tirar Jamaica do Rio-2016

Federação jamaicana não explicou recentes casos de doping
http://jornale.com.br
A Jamaica está ameaçada de ficar fora das provas de atletismo nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, a Agência Mundial Antidoping (Wada) exigiu que o país investigue imediatamente as lacunas existentes na luta contra o uso de substâncias ilegais no esporte. Dessa forma, até mesmo o astro Usain Bolt, que recentemente conquistou três medalhas de ouro no Mundial de Atletismo de Moscou, corre risco de não vir ao Brasil.
A "pressão" veio depois que a ex-diretora da Comissão Antidoping da Jamaica, Renee Anne Shirley, publicou na última semana um artigo na revista norte-americana Sports Illustrated dizendo que os testes no país não foram tão rígidos nos últimos anos e ainda revelou que nenhum exame foi realizado nos três meses que antecederam a Olimpíada de Londres.
"Se não houver nenhuma mudança, temos condições de pedir para a nossa diretoria declarar os responsáveis não complacentes com a Wada e isso pode implicar em impedir o país de ser aceito em competições", disse o diretor da Wada, David Howman, nesta tarde.
Apenas neste ano, grandes velocistas jamaicanos foram pegos no exame antidoping, como o velocista Asafa Powell e a bicampeã olímpica dos 200 m, Veronica Campbell-Brown.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Brasil cria órgão de controle antidoping para Olimpíadas de 2016


Do UOL Esporte
Em São Paulo
O governo brasileiro instituiu nesta quinta-feira a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), um organismo para combater o uso de substâncias proibidas no esporte. A criação do órgão era um dos compromissos assumidos pelo país para organizar os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
Para chegar à definição da estrutura necessária e das atribuições da ABCD, o Ministério do Esporte fez estudos comparativos com modelos de agências de controle de dopagem no mundo. Atendendo ao Código Mundial, o órgão terá autonomia diante das entidades esportivas porque a política reguladora do controle de dopagem deve estar a cargo do Estado.

A ABCD terá por “finalidade a igualdade, a justiça e a saúde dos atletas, sendo responsável pela implementação da política nacional de combate à dopagem, em conformidade com as regras e as convenções internacionais sobre a matéria”.

A estrutura de pessoal da Autoridade será garantida por 24 cargos a serem criados para esta finalidade, conforme consta do projeto de lei 2.205/11, atualmente tramitando na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara. Enquanto o projeto não for votado pelo Congresso, o ministro do Esporte poderá designar funcionários da pasta para cumprir as tarefas do novo órgão.
À ABCD caberá, entre outras atribuições, promover a luta contra o doping no esporte de forma independente e organizada, de acordo com as regras internacionais e os protocolos e compromissos assumidos pelo Brasil. Além disso, o órgão deverá:

- Coordenar iniciativas conjuntas relacionadas a planejamento, pesquisa, controle e prevenção de dopagem junto às entidades componentes do Sistema Nacional do Desporto, bem como perante o Comitê Olímpico Internacional, o Comitê Paraolímpico Internacional e demais entidades envolvidas com o esporte;

- Auxiliar o Ministério do Esporte na promoção, no incentivo, no estudo, na pesquisa e na capacitação para que a prática esportiva se realize livre de dopagem;

- Promover a lisura das disputas esportivas;

- Assessorar o ministro do Esporte na implementação da política nacional de prevenção e combate à dopagem, respeitadas as recomendações do Conselho Nacional do Esporte (CNE) e o constante do Plano Nacional do Desporto;

- Auxiliar o ministro na elaboração da lista de substâncias e métodos a serem considerados proibidos na prática esportiva, em especial os assim considerados pela Wada;

- Subsidiar o CNE na elaboração de diretrizes sobre substâncias e métodos proibidos na prática desportiva;

- Apoiar o gerenciamento do processo de verificação de amostras coletadas, buscando garantir que os resultados aferidos sejam devidamente informados aos atletas e às entidades nacionais de administração do desporto.
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