sábado, 23 de julho de 2011

Estádio da Copa de 2014 é testado em túnel de vento

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), iniciou uma série de ensaios em uma maquete do Estádio Plácido Aderaldo Castelo – o Castelão, dentro de um túnel de vento. [Imagem: IPT]

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), iniciou uma série de ensaios em seu túnel de vento sobre esforços de vento em uma maquete do Estádio Plácido Aderaldo Castelo - o Castelão, na cidade de Fortaleza.
O objetivo do estudo é fornecer os coeficientes de pressão que darão segurança na concepção da cobertura ao projetista.
As obras de reforma, ampliação e adequação do estádio, que atingem cerca de 30% da estrutura original, tiveram início em dezembro de 2010 e os custos totais do investimento são estimados em R$ 518 milhões, segundo dados do Governo do Estado do Ceará.
Com 165 mil metros quadrados de área construída, o estádio terá uma área de cobertura do público de 55 mil metros quadrados, capaz de proteger os assentos dos 63 mil espectadores.
Telhado pendurado
O projeto do estádio foi concebido de modo que seus diversos pórticos se interligam na estrutura do concreto e "penduram" o telhado.
Para a execução de uma série de ensaios estáticos no IPT, os pesquisadores do túnel de vento simularam primeiramente a camada de limite atmosférica da região onde o estádio está localizado. Para isso, instalaram no piso do túnel de vento quatro geradores de vórtices e 580 blocos que caracterizam a rugosidade do local.
As medições do perfil de velocidade do vento, intensidade de turbulência e comprimento de rugosidade, que são algumas das características do vento natural, foram realizadas com o anemômetro de fio quente e o Tubo de Pitot.
Com a confirmação dos resultados da simulação, a equipe partiu para a instalação no túnel de vento da maquete do estádio, construída em escala 1:200, na qual estão instaladas 180 tomadas de pressão.
"Como o estádio tem uma estrutura praticamente simétrica, fizemos uma divisão da cobertura para medição em algumas seções. Isso permitirá a transferência de dados para outros pontos, o que irá equivaler a um número entre 350 e 400 tomadas de pressão", afirma Paulo Jabardo, pesquisador do IPT.
Ensaios em túnel de vento
Os ensaios no túnel de vento iniciaram efetivamente nesta quarta-feira.
"A cobertura é basicamente uma superfície e vamos medir as pressões em seus lados interno e externo", explica o pesquisador.
Para a execução dos primeiros ensaios em um estádio no túnel de vento do IPT, um dos principais desafios será justamente a coleta de dados na área interna da estrutura: ao contrário dos testes em edifícios feitos regularmente no Instituto, nos quais a coleta de dados depende de variáveis como portas ou janelas abertas e presença de móveis, a área interna no estádio demandará um maior rigor das informações pelo fato de ser totalmente aberta.
Os testes realizados no IPT são referenciados em função da norma NBR 6123:1988, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que estipula as condições exigíveis na consideração das forças devidas à ação estática e dinâmica do vento, para efeitos de cálculo de edificações. Com a posse do laudo final fornecido pelo CMF, os responsáveis pela obra irão cruzar os dados com as informações das rajadas de vento na região para então projetarem a cobertura final.
Projeto nacional
O Castelão é um projeto desenvolvido e executado por arquitetos e escritórios de engenharia no Brasil. Segundo Flavio D'Alambert, engenheiro estrutural do projeto, a escolha de instituições como o IPT permite acompanhar pari passu os ensaios e traçar estratégias para otimizar a formatação dos dados coletados: "Os ensaios feitos fora do país também fornecem dados confiáveis, mas as informações não estarão disponíveis caso ocorram problemas de interferência e decida-se fazer uma ampliação ou redução das instalações; nestes casos, uma 'caixa preta' é recebida, e torna-se necessário trazer os responsáveis do exterior para atuarem novamente no projeto".
D'Alambert ressalta ainda a importância da execução de ensaios das estruturas em túneis de vento para a obtenção de projetos econômicos e seguros. Caso contrário, explica ele, os riscos são o superdimensionamento da estrutura, com aumento nos custos da obra, e a ocorrência de efeitos localizados críticos não-previstos, o que pode gerar problemas estruturais no futuro.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

RJ: Copa e Olímpiadas criam novos empregos

Até 2016, o Estado terá de 8% a 9% da empregabilidade formal ligada à indústria do turismo

O setor turístico do Rio bate recorde com a criação de 40 mil novos trabalhos apenas na capital / Foto: Bruna Prado/Frame/AEO setor turístico do Rio bate recorde com a criação de 40 mil novos trabalhos apenas na capitalFoto: Bruna Prado/Frame/AE
Sede dos próximos dois maiores eventos esportivos do mundo, o Rio corre contra o tempo para dar conta de acomodar as milhares de pessoas que vão invadir a cidade em 2014 para a Copa do Mundo e, em 2016, para as Olimpíadas. Até o ano dos Jogos, pelo menos 36 novos hotéis serão construídos no Estado e, com isso, alavancar a geração de empregos no setor de turismo.

A Abih-RJ (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro) estima que, para cada novo quarto de hotel, quatro novos empregos serão criados, sendo um direto e os outros três indiretos.

Só a capital vai ganhar, até lá, mais 17 empreendimentos, distribuídos em bairros como Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca. Juntos, esses novos hotéis representam a abertura de cerca de 10 mil quartos. Ou seja, mais 40 mil empregos ligados ao turismo.

Presidente da Abih-RJ, Alfredo Lopes afirma que os legados da escolha da cidade como sede da Copa e das Olimpíadas para a hotelaria são muitos e vão além da exposição na mídia internacional. “Além de todo o ganho em infraestrutura e serviços para a cidade, iremos não só expandir a oferta de acomodações mas também atrair novas bandeiras, ampliar a diversidade de opções de hospedagem e gerar empregos”, diz Lopes.

Para ele, os ganhos para o Estado não se restringem apenas ao período da realização dos grandes eventos. O setor de turismo vai “aprender” muito para aplicar e melhorar depois.

“Estamos diante de uma oportunidade ímpar de amadurecimento e consolidação dos serviços turísticos em geral. A capacitação da mão de obra é um dos grandes benefícios que o Rio vai ganhar”, explica o presidente da associação.

Dados da secretaria estadual de Trabalho e Renda apontam que, até 2014, serão cerca de 170 mil profissionais capacitados nas diversas áreas ligadas ao setor de turismo, seja por cursos presenciais, seja por meio da metodologia de ensino a distância. Apenas neste ano, serão 20 mil pessoas se especializando.

Segundo o secretário Sergio Zveiter, jovens serão capacitados a partir de dois programas. Um deles é o Projovem Trabalhador – Juventude Cidadã, lançado no último dia 27 para qualificar jovens que estejam em situação de desemprego e sejam de famílias com renda mensal de até um salário mínimo.

O outro é o Cidadão Olímpico, em funcionamento há um ano e que tem como meta qualificar profissionalmente moradores de áreas carentes para inseri-los no mercado de trabalho voltado aos dois grandes eventos. “Até o começo da Copa e o final das Olimpíadas, calculamos que o Estado terá de 8% a 9% da empregabilidade formal ligada à indústria do turismo”, afirma o secretário.
http://www.band.com.br
Fonte: 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Londres 2012: Centro internacional de imprensa é finalizado


Centro internacional de imprensa, na zona leste de Londres: pronto para receber 20.000 profissionais
Centro internacional de imprensa, na zona leste de Londres: pronto para receber 20.000 profissionais (Divulgação)
Os organizadores da Olimpíada de Londres, em 2012, anunciaram a conclusão do centro internacional de imprensa nesta quarta-feira. O prédio horizontal de 275 metros de comprimento fará parte de um complexo de mídia, que também contará com um centro principal de imprensa. O complexo servirá como base para mais de 20.000 profissionais de TV e rádio, fotógrafos e jornalistas de todos os meios, de impresso e digital.
O anúncio desta quarta acontece mais de um ano antes do início da Olimpíada, dia 27 de julho de 2012. A Autoridade Pública Olímpica local destacou que esta é a quinta instalação finalizada do Parque Olímpico no leste da capital inglesa - o Barketball Arena, o Velódromo, o Estádio Olímpico e as piscinas também já foram entregues.
 
John Armitt, presidente da organização dos Jogos de Londres, disse que "o projeto do Parque Olímpico está dentro do cronograma e do orçamento" previsto pelos organizadores do evento. Também será possível o Comitê Organizador de Londres 2012 acertar os últimos detalhes e realizar testes antes do começo dos eventos. 

via http://veja.abril.com.br 
(Com Agência Estado)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A Primeira Medalha de Ouro do Brasil


ANTUÉRPIA 1920
A primeira medalha de ouro, com armas e munições emprestadas


Brasil entrou no cenário olímpico mundial em 1920, em Antuérpia, na Bélgica, com uma delegação composta por 21 atletas masculinos, inscritos nas provas de natação, pólo aquático, saltos ornamentais, remo e tiro, modalidade que sozinha representava um terço de toda a delegação brasileira.

No decorrer dos Jogos, os atletas brasileiros provaram sua versatilidade e demonstraram que poderiam também participar de outras provas, uma vez que na época isso ainda era permitido. Desta forma, Orlando Amêndola e João Jório disputaram provas em três modalidades: natação, remo e pólo aquático enquanto que o nadador Abrahão Saliture disputou provas de remo. Os nadadores Adhemar Ferreira Serpa e Ângelo Gammaro participaram de provas do pólo aquático. Assim, apenas nas provas de saltos ornamentais e tiro o país foi representado por especialistas. Afrânio da Costa foi o porta-bandeira na Cerimônia de Abertura.

Do Rio de Janeiro até Antuérpia foram quatro semanas de viagem a bordo do navio mercante Curvello, colocado à disposição de atletas e dirigentes pelo governo federal. Numa escala em Lisboa, os sete atiradores enviados aos Jogos de Antuérpia decidiram completar o resto da viagem de trem, com receio de se atrasarem para a competição. Chegaram antes, mas perderam, durante a viagem, muita munição e alvos. Há relatos de que os equipamentos haviam sido furtados numa estação de trem.

Como eles haviam feito amizade com alguns atletas americanos, o espírito olímpico e a boa vontade da delegação dos Estados Unidos prevaleceram e os americanos emprestaram aos brasileiros duas mil balas e alvos utilizados na competição. Dois atletas americanos, favoritos na disputa pelo ouro, chegaram a ceder duas armas aos atiradores brasileiros.

Por ironia, mas também pela competência, o Brasil, na sua primeira participação olímpica, conquistou suas primeiras medalhas. A de ouro veio logo na primeira prova, pistola de tiro rápido, 25m, com o tenente do exército, Guilherme Paraense, 36 anos, vencendo a disputa justamente contra Raymond Bracke, um dos americanos a ceder balas e alvos para que os brasileiros pudessem competir.

Afrânio Antônio da Costa ficou com a medalha de prata na prova de pistola livre individual, 50m, mesma modalidade em que o Brasil conquistou o bronze por equipe, com as participações de Guilherme Paraense, Afrânio Costa, Sebastião Wolf, Fernando Soledade e Dario Barbosa.

No pólo aquático, o Brasil disputou três partidas, com uma vitória, um empate e uma derrota, terminando o torneio na 6ª colocação, entre 12 equipes inscritas na modalidade. No remo, na classe quatro com timoneiro, o Brasil foi o 4º e último colocado, e na natação os atletas brasileiros não passaram das primeiras provas eliminatórias.

Com as três medalhas conquistadas, o Brasil terminou os Jogos de Antuérpia 1920 na 15ª colocação na classificação geral, entre os 20 países que participaram da sétima edição dos Jogos Olímpicos.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ingleses dão dicas sobre orçamento para a Rio-2016


Em mais um encontro para troca de experiências entre os organizadores das Olimpíadas de Londres-2012 e Rio-2016, o tema orçamento ganhou destaque. Em seu discurso durante seminário no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, o secretário de Estado para Cultura, Mídia e Esportes/Olimpíada do Reino Unido, Jeremy Hunt, deu dicas para que a cidade não cometa os mesmos erros da capital da Inglaterra.

– O principal, no início, é garantir os recursos, pois uma Olimpíada custa muito dinheiro. Como é necessária muita verba pública, isso é importante para evitar futuros problemas, além de manter o apoio da população. Também é importante ter um orçamento de contingência, algo que nós não tínhamos no início – afirmou Hunt.

Em 2007, por conta de problemas nesse sentido, o comitê organizador de Londres foi obrigado a revisar os custos. Estimado em cerca de R$ 9,7 bilhões quando a cidade foi escolhida a sede, o valor subiu para cerca de R$ 37,8 bilhões. Segundo o dossiê de candidatura, o Rio deve gastar cerca de R$ 33 bilhões com os Jogos. 

Henrique Meirelles, presidente do Conselho Público Olímpico (CPO), órgão acima da Autoridade Pública Olímpica (APO), entidade responsável por tocar as obras da Olimpíada, disse ser fundamental cuidar do orçamento dos Jogos.

– Um dos aspectos críticos é a confecção do orçamento. Ele tem de ser realista e precisa ser cumprido. E temos de respeitar as datas de inauguração das obras – disse o ex-presidente do Banco Central.
Bate-bola
Henrique Meirelles
Presidente do CPO, em entrevista coletiva no Palácio da Cidade

O Pan do Rio, em 2007, não é um bom exemplo quando se fala em respeitar o orçamento....
Não há dúvida de que o Pan serve de aprendizado. O Brasil aprendeu muito, assim como está aprendendo com a experiência de Londres.

O que o Rio já pôde aprender com a experiência de Londres?
Uma das grandes lições é a de criar instalações práticas, funcionais, que não sejam muito caras e que sirvam de legado para o Rio.

O que achou da indicação do ex-ministro das Cidades Márcio Fortes para a presidência da APO?
Foi uma excelente escolha da presidente Dilma. O Márcio fará o trabalho exigido na organização dos Jogos e o conselho estará preparado para tomar decisões rapidamente para que não haja atrasos. Assim, os custos serão motivo de orgulho e não de problema.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Oração para Olimpíadas de Londres 2012 é criada e busca inspirar atletas

Imagens aéreas mostram a transformação do Parque Olímpico para os Jogos de Londres 2012. As fotos mostram o progresso na construção das instalações.
    Jogos de Londres 2012 terão oração criada pela igreja da Inglaterra para inspirar atletas.
    A igreja da Inglaterra criou uma oração especial para os Jogos Olímpicos de Londres 2012. O texto, composto pelo reverendo Christopher Woods, foi lida em um podcast pela atleta inglesa, Christine Ohuruogu, campeã olímpica em Pequim nos 400 m.
    A intenção da igreja é se inserir no evento Olímpico para comemorar os Jogos e também inspirar atletas que estarão competindo no evento, no próximo ano.
   Para Ohuruogu, é importante que as igrejas se envolvam nos Jogos, pois o esporte é uma ótima maneira para desenvolver um sistema de crenças. A atleta destacou que a fé foi importante na sua carreira, ajudando-a na apresentação do seu melhor desempenho no esporte.
Fonte: http://www.creio.com.br  
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